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LEONEL XI - EU ESTOU SONHANDO? - CAPÍTULO 1

                     CAPÍTULO I – EU ESTOU SONHANDO?

                  A reaproximação de pai e filho não foi tão fácil como Cristina e Vitória esperavam. Ainda havia muita mágoa no coração de Floyd e Teodoro relutava em aceitar a vida que o filho tinha escolhido, ainda mais depois que ele conheceu Caio. O rapaz estava com ele no quarto quando eles chegaram e Floyd fez questão de apresentá-lo ao pai como seu parceiro.
   Teodoro teve o apoio e principalmente a vigilância de Cristina e de Vitória nesse reencontro e Floyd se manteve frio, apesar de receptivo, durante toda a conversa com o pai.
   Depois de uma longa conversa bem nervosa, ambos sentiram muito o fato de terem que ceder alguma coisa em prol desse retorno difícil. Embora não tivesse mais onde morar, pois não podia voltar para Minas Gerais enquanto estivesse em tratamento, Floyd não queria mais morar na casa do pai; queria voltar para Serra Negra e aceitou o oferecimento de Cristina para morar na casa de Gilda com Caio. Teodoro teve que aceitar esse fato e prometeu não mais interferir nas escolhas do filho e nem criticar. Os olhos de Cristina sobre ele lhe diziam, como o tapa que ela lhe deu em sua casa, que ele tinha que fazer isso ou...
   Floyd conseguiria, com a ajuda financeira do pai, sua transferência para um hospital de Serra Negra no dia seguinte, quando recebesse alta do hospital.
  O rapaz sentiu-se aliviado ao saber que ai voltar para a cidade que amava e conseguiu abraçar o pai, com reservas dos dois,  quando eles se despediram.
  Quando todos saíram no quarto, Floyd se abraçou com Caio e desabou, ficando abraçado com ele por vários minutos, chorando.
- Você conseguiu... disse Caio. - Você conseguiu, deu tudo certo... Acabou...
- Queria tanto que o Leo estivesse aqui... Por que ele vão veio me ver ainda?
- Quando eu saí do estúdio pra vir pra cá, ele estava acabando de gravar ao piano uma das canções do nosso disco.
- O quê?
- O Leonel vai ficar no lugar do Ulisses ao piano, no disco.
   Floyd sorriu entre as lágrimas e voltou a abraçar Caio.
- Meu Deus! Eu estou sonhando... Diz que eu não estou sonhando, Caio...
- Não está, amor. Agora que está tudo encaminhado, o que você tem que fazer e se cuidar e ficar bom. Tem muita gente torcendo por você.
- Eu vou... Agora eu preciso.

   Cristina despediu-se de Vitória no hotel, com a promessa de voltarem a se ver o mais breve possível, e quando ela disse que queria voltar para casa naquele mesmo dia, Teodoro insistiu em levá-la de volta a Serra Negra em seu carro. Ela aceitou o oferecimento, pois seria bem mais rápido e ela teria muito que explicar ao irmão quando chegasse em casa.
   Quando o carro parou diante do casarão da rua dos trilhos, Ted olhou para a fachada e perguntou:
- Essa não era a casa do velho Samuel?
- Era. Minha mãe herdou dele depois que ele morreu.
- Uau! Dona Gilda era alguma coisa dele?
- Pra resumir... era mãe do neto dele.
- Neto? Quem? O Bruno era neto do Samuel?
- Era não, é. Mas a história é bem longa pra eu te contar agora. Eu estou bem cansada e o caminho de volta a São Paulo também é bem longo. Já é tarde e você tem que ir. Obrigada por ter me trazido.
- Obrigada a você por tudo...
- Sua vida vai ficar bem mais leve depois do que você fez hoje, Ted. Trazer seu filho de volta para Serra Negra talvez ajude muito na recuperação dele. Eu sei que ele vai precisar de doadores de medula óssea pra continuar o tratamento dele e eu vou doar também, tenha certeza.
- Você é uma mulher muito especial, Cristina...
- Não sou não. Sou só alguém que ama demais seu filho e que quer vê-lo bem o mais rápido possível. Não me decepcione de novo. Boa noite e bom retorno.
   Ela abriu a porta do carro e saiu dele. Entrou no portão da casa e ficou esperando que ele fosse embora.
  Teodoro se afastou. Bruno saiu da casa e aproximou-se dela.
- Você pode me explicar onde estava o dia inteiro e porque está chegando a essa hora em casa... e no carro de um homem?
  Cristina sorriu e colocou a mão no rosto dele, dando-lhe um beijo no rosto.
- Boa noite, Bu!


                  LEONEL (REENCARNAÇÃO) XI – CAPÍTULO 1
                                  “EU ESTOU SONHANDO?”
                             OBRIGADA, SENHOR, POR TUDO!
                  FAZEI DE MIM UM INSTRUMENTO DE VOSSA PAZ!
                        NÃO PERMITA QUE EU ME APARTE DE VÓS
                                      BOM DIA E OBRIGADA


Velucy
Enviado por Velucy em 06/09/2020
Código do texto: T7055901
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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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