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TRIGÉSIMO OITAVO CAPÍTULO DE "AMOR E AMBIÇÃO"

                                         XXXVIII

          Brasília apresentou-se aos olhos de Dora com ares de agressividade e de beleza, simultaneamente. Mas ela adorou a cidade.
          Artur teve muitas dificuldades na adaptação com o trânsito da capital do país. Muitas regras novas fizeram com que ele quase desistisse de dirigir por aquelas largas e bem cuidadas ruas e avenidas. O que mais o impressionou foi o fato de que parar o veículo para a travessia de pedestres, aguardando na faixa, independente de sinal verde ou vermelho. Ele jura que, se for implantado esse sistema de sinalização em João Pessoa, em menos de um mês, a população da sua cidade natal, se reduzirá à metade.
          O senador deixou Artur à vontade para se acomodar à cidade e ao apartamento alugado no Guará I, uma das cidades satélites.
          O encanto e o brilho tomaram conta dos olhos de Dora, diante da diversidade das feiras do Guará, de Águas Claras e Taguatinga. Seu passeio mais freqüente passou a ser nesses lugares, a fim de relacionar itens para mobiliar e decorar seu novo lar. Doce lar.
          A escolha do imóvel alugado produziu uma pequena rusga entre Artur e Dora. Nada que não fosse resolvido com os argumentos certeiros de Artur.
          Desde a infância que Dora faz questão de demonstrar seu desconforto por lidar com as alturas. O vigésimo andar do edifício onde mora tirou dela o prazer de devanear, debruçada na janela. Fez muito isso na casa dos pais. Agora era menos uma mania. Menos um vício desprovido de mal. A contemplação da paisagem lhe apraz, porém as alturas a amedrontam.
          Numa das tais caminhadas às feiras Dora entrou, instintivamente, numa loja de brinquedos e de roupas infantis.
          Sem ter conversado ainda com Artur sobre filhos, Dora vem amadurecendo, a cada dia, seu sonho da concepção. Ela imaginava que ter filhos não fazia parte dos planos de Artur. Acertou pela metade. Ele não pretende nem planeja ter filhos no prazo de cinco anos. Dora considera que dois anos é uma espera razoável, visto que ela ainda é menor de idade e vai viver essa situação por mais um ano.
Beto Machado
Enviado por Beto Machado em 14/09/2020
Reeditado em 14/09/2020
Código do texto: T7062733
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Sobre o autor
Beto Machado
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 69 anos
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Beto Machado