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MANDY VI - LUÍS FELIPE E LETÍCIA - PARTE 2

                             II – LUÍS FELIPE E LETÍCIA


                      Marco a beijou e ia saindo do quarto quando viu Arnaldo entrando.
- Oi, Marco.
- Oi, doutor... Alguma novidade? A Letícia está bem?
- Vamos descer. Eu quero conversar com você e quem da sua família estiver aí.
- Só minha mãe e o pai dela estão aí. Meu pai está na imobiliária, a Dalva ficou com a minha irmã pra minha mãe na casa dela e a Rita estava até agora a pouco aí, mas teve que ir resolver uns problemas na agência.
- Tudo bem. Acho que sua mãe e o professor são suficientes pra passar tudo que vou dizer pro resto da família. Vamos descer?

   Arnaldo se reuniu com Marco, José e Laila em seu consultório e resolveu explicar tudo que ia acontecer dali em diante com os gêmeos para que todos ficassem preparados.
- Bem, eu vou ser bem claro e sucinto na minha explicação pra que todo mundo esteja preparado... pra tudo nesse momento.
- Preparado... pra tudo? – Marco perguntou, sentado no braço da poltrona onde a mãe estava sentada.
- É... O Luís Felipe basicamente está bem. Acho que em oito ou dez dias ele pode ir pra casa. Ele nasceu com dois quilos e quatrocentos gramas e quarenta e sete centímetros. Mais dez dias e ele vai ficar com o peso necessário pra ir pra casa e, com a amamentação e os cuidados que eu sei que a família vai ter com ele, ele vai passar por isso sem maiores problemas... Ele é um garoto forte.
- E a Letícia? – perguntou José. – E a minha neta, doutor?
- Acho que ela vai precisar de um pouco mais de tempo. Terá que ficar pelo menos um mês com a gente pra que possamos liberá-la.
- Um mês...? – Marco sussurrou.
- Mas foi justamente por isso que eu quis retirá-la de dentro da mãe antes dos nove meses. Ela não parecia ter muita chance de terminar os nove meses como o menino teria. Aqui fora eu vou poder monitorar tudo com mais calma e ela não vai colocar o irmão em risco, como poderia fazer se estivesse ainda na barriga da mãe.
- Você fala como se...
- Calma, Marco, não suponha nada, antes que eu termine.
   Marco mordeu o lábio inferior e se calou.
- A Amanda já vai receber alta amanhã. E ela pode e deve vir ver os bebês todos os dias pra amamentar e ficar com o Lupe e ver a Letícia o tempo que quiser...
- Ela não vai querer ir pra casa sem o Lupe, Marco disse. – Já não chega deixar a Letícia...
- Mas eu também não acho bom que ela fique aqui todo tempo. O ambiente do hospital é muito... frio e impessoal. Ela vai precisar ter algum respaldo da família... de você, Marco, principalmente, pra continuar passando para o filhos uma força que só vocês têm. Que só a família tem. Sair daqui, dormir em casa, na casa de quem quer que seja, na da dona Laila ou na casa do pai, não importa, vai fazer bem pra ela. É um conselho que eu dou pra toda mãe que deixa filho recém-nascido e ainda mais prematuro aqui com a gente. E eu já falei com ela e ela entendeu tudo e concordou. Não gostou nada, eu sei, mas concordou. Se vocês querem o bem do Luís Felipe e da Letícia, sigam meu conselho.
   Marco apoiou a cabeça nos braços e Laila colocou a mão sobre seu joelho em apoio.
- Bom, em resumo é isso. Fiquem tranquilos que a Letícia está sendo muito bem assistida. Vocês, avós, vão poder subir para ver o Luís Felipe, que o Marco já viu, e mais tarde eu vou levar você e a Amanda para verem a Letícia, Marco. Ela é uma garota muito forte também. Não pensem que o tamanho diz muito. Ela tem os trinta e dois centímetros mais valentes que eu já vi. Ela não chorou na hora que nasceu, mas depois berrou no meu ouvido que eu quase fiquei surdo!
   Laila e José sorriram. Marco olhou para ele e sorriu fracamente, com os olhos cheios de lágrimas.
- E eu sei que ela está lutando uma batalha que ela quer vencer. E ela vai conseguir... com a ajuda do pai e da mãe dela... e da família Rotemberg e Ramalho também.
- Pode ter certeza que estaremos juntos com eles, doutor, disse Laila, segurando a mão do filho.
- Sem dúvida, concordou José, não menos emocionado. – Eu gostaria de ver minha filha, primeiro, doutor.
- Claro, se puderem esperar uma meia horinha. Ela estava meio grogue agora a pouco, mas já deve estar passando o efeito da dose de uísque que eu dei pra ela. Os dois poderão subir com o Marco. A enfermeira vem buscar vocês. Aguardem na sala de espera do andar em que ela está. Não vai demorar. Eu vou trabalhar um pouquinho porque tem mais criança querendo nascer e eu preciso recepcioná-los. Com licença.
  Arnaldo se levantou e Marco o chamou, aproximando-se dele.
- Doutor Arnaldo!
   O médico parou e olhou para ele.
- Obrigado... Obrigado por salvar a vida da minha filha...
- É sempre um prazer. Você não tem ideia de como é...
   Arnaldo bateu em seu ombro e se afastou.

   Uma hora depois, José e Laila estavam com Marco e Amanda no quarto dela e eles foram juntos ver Luís Felipe. Ela pode pegar o filho no colo e o amamentou pela primeira vez, sob os olhos felizes de Marco, abaixado diante dela e dos avós felizes.
  Mais tarde foram até a UTI neonatal para ver Letícia e, ali, só Marco e Amanda puderam entrar. Ainda não puderam pegar a menina que estava sob cuidados especiais e ia ficar assim por algum tempo, mas a enfermeira Fátima que cuidava daquela ala, disse que a menina reagia muito bem, apesar do tamanho e do peso e que talvez em dois dias, o casal pudesse pegá-la, principalmente Amanda que poderia amamentar a filha.
- Dois dias... Marco disse, abraçado a Amanda, olhando para a filha dentro da redoma que a protegia.
- Tem pais que ficam mais tempo que isso sem poder tocar nos filhos. Mas pela experiência que eu tenho, só o fato de vocês estarem aqui olhando para ela e jogando energia positiva e amor já vai ajudá-la muito. Acreditem.
- Não tenha dúvida de que ela vai ter toda energia positiva que precisar... disse Amanda tocando o vidro com cuidado. – Não é, meu amor? A mamãe vai estar aqui com você todo o dia, princesa. Você vai sair logo daqui.
   Marco apenas beijou o alto de sua cabeça, com as mãos apoiadas em seus ombros, olhando para a filha, sem falar, mas apoiando cada palavra dela.
 
     
                                LUÍS FELIPE E LETÍCIA
                                         PARTE II

  CRIANÇA É SEMPRE BÊNÇÃO
         NOSSA PRIMEIRA MISSÃO É CUIDAR DELAS
                 DEPOIS QUE NASCEM
                        ENSINAR A ELAS BOM PRINCIPIOS,
                                  FÉ E ESPERANÇA!

            DEUS ABENÇOE A TODAS AS NOSSAS CRIANÇAS
                       ELAS NÃO SERÃO UM BOM FUTURO
                   SE NÃO LHES DAMOS UM BOM PRESENTE...

                                OBRIGADA E BOM DIA!
Velucy
Enviado por Velucy em 06/04/2021
Código do texto: T7225042
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Sobre a autora
Velucy
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