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MANDY VI - RECANTO - PARTE 1

                                      I – RECANTO


                               Nos próximos dez dias, todos os dias, Marco e Amanda saíam cedo para visitar Lupe e Letícia.
   Na segunda-feira, depois da visita ao filho, ele ligou para o Rio e conversou com Adriano Bueno sobre seu contrato com a agência e Adriano lhe assegurou que esperaria o tempo que ele precisasse para cuidar dos filhos e o deixou descansado.
   Marco tinha feito várias fotos enquanto esteve no Rio e elas já tinha sido publicadas e lançadas nas bancas de revistas. Um exemplar foi mandado pelo correio para a RR e Rita foi até a casa de Antônio mostrar para todo mundo.
   Todos se encantaram com as fotos. Marco parecia outro homem. Mais maduro, muito elegante e, definitivamente diferente do rapaz de vinte e um anos que ele era.
   Sentado na cama ao lado de Amanda, ele sorria e balançava a cabeça sutilmente enquanto Laila, Rita, Débora e Dalva rasgavam seda folheando as páginas da revista, falando dele. Amanda, mais animada e confiante, sorria recostada em seu ombro e segurando sua mão.
- Você está um gato, Marco! – disse Débora. – Nem parece você. Aqui parece que você tem uns... trinta anos.
- Parece mesmo, disse Rita. - E esse boboca achava que não dava pra coisa.
  Ela mostrou a língua para ele.
- E continuo não dando. Só não vejo a hora de pegar o cheque que eles vão me pagar, pra poder dar entrada na minha casa na Chácara Flora. O pai já viu isso pra mim.
- Quando é que você vai me levar lá, seu ingrato? – perguntou Rita. – Você disse que é perto da nossa casa, mas não disse o nome da rua.
- Nem vou contar. Vou fazer o mesmo que você fez comigo, me escondendo a cor dos vestidos que arranjava pra Amanda.
- Ah, seu... Você é muito cruel. Tudo que eu fiz sempre valeu a pena, não valeu.
- E isso vai valer a pena também. Contenha sua curiosidade.
- Eu posso ir com vocês pegar o Lupe amanhã, Marco? – perguntou Débora.
- Claro que pode, mas você não acha melhor esperar aqui na casa da minha mãe? Vai ficar menos trabalhoso. O Júlio anda terrível demais. Eu tenho medo dele com a minha irmã e a Juliana, sem você e o Aldo por perto.
- Amanhã é sábado e o Aldo vem ficar com as crianças pra mim. Eu já falei com ele. Com ele o Júlio não se mete a besta de bater na Juju. Só estava dependendo da aprovação de vocês. A Amanda ainda está com os pontos e alguém tem que trazer o Lupe no colo. Como você vai dirigir...
- Ok. Está certo. Vai ser bom você ir com a gente mesmo.
- Que bom...! – ela disse batendo palmas, feito criança feliz.
   Amanda colocou a mão sobre a dela e sorriu. Débora tinha se tornado, depois de Ângela, sua melhor amiga.

    No sábado, dia nove de novembro, Lupe recebeu alta e iria definitivamente para casa. Marco e Amanda foram pegá-lo e receberam de Arnaldo todas as instruções de cuidados que teriam que ter com o menino que, apesar de prematuro, já podia respirar e se alimentar sem auxílio de sondas. Havia também adquirido mais peso. Estava com quase três quilos e meio e Marco o pegou do colo da enfermeira com muita ansiedade e emoção, uma vez que Amanda ainda requeria cuidados e não podia pegar nenhum peso.
   Marco beijou o rosto filho, enrolado na manta azul que Rita tinha dado e disse:
- Vamos pra casa, filhote? Você vai conhecer um monte de gente curiosa demais pra te ver pela primeira vez.
   Amanda beijou o filho também e disse:
- Marco, eu vou subir até a UTI pra ver a Letícia. Sobe comigo?
- Claro. Débora, você quer subir com a gente?
- Se eu puder... claro que quero.
   Eles subiram até lá e Amanda pode ver e tocar na filha de novo. Por enquanto não podia segurá-la, mas a enfermeira Fátima lhe assegurou que, do jeito que a menina progredia, na semana seguinte ela já poderia começar amamentar a filha. Não seria mais necessário usar a sonda.
   Amanda voltou para casa triste ainda por deixar a menina no hospital, mas estava mais cheia de esperança, porque Letícia estava cada dia mais forte.
   Lupe, por sua vez, foi recebido com alegria por todos na casa de Antônio e logo se deitava pela primeira vez num berço normal, que por enquanto era o berço de Mariana. O menino dormiu tranquilo.
   

                                      RECANTO
                                       PARTE I

                      CRIANÇA É SEMPRE BÊNÇÃO
                   ENSINAR A ELAS BOM PRINCIPIOS,
                      TAMBÉM É MISSÃO DA FAMÍLIA!

           DEUS ABENÇOE A TODAS AS NOSSAS CRIANÇAS
                   ELAS NÃO SERÃO UM BOM FUTURO
                 SE NÃO LHES DAMOS UM BOM PRESENTE...

                                   OBRIGADA E BOM DIA!
Velucy
Enviado por Velucy em 07/04/2021
Código do texto: T7225986
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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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