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Oração do Amor

Mãe Divina que me realiza
Leu os meus últimos poemas?
Percebeu o fim que me aterroriza?
E esta decisão que é um dilema?

Ela e eu temos família,
Não somos nelas desajustados.
Mas ocultos e em vigília
Temos que viver amedrontados.

Nos amamos ardentemente
E também com muita serenidade.
Parecemos jovens sem mente
Apesar de nossa boa idade.

Buscamos compreender o que se passa,
O nosso amor que não quer morrer...
E cada vez mais ele nos enlaça
E nos enche de querer...

Não queremos magoar ninguém,
Mantemo-nos em segredo mortal.
Mas a consciência vem também
E nos coloca um sentimento mal...

Se fosse então o contrário?
Se os nossos tivessem amantes?
Sentiríamos como otários...
E eles não seriam os errantes?

Mas se no oculto como tesouro,
Mantemos de todos muito além
Guardamos totalmente como ouro,
Estaríamos magoando alguém?

É um risco, uma estratégia,
Não é bem o que a gente sonha,
Mas se vier a tona numa tragédia,
Morreríamos nós dois em vergonha.

Por isso temos o propósito final
Que é o de nos afastarmos aos poucos.
Transformando nosso amor em Universal,
E continuando a nos ver, como loucos!

Mãe Divina que me escuta,
E que abraça meu desabafo...
Como faço pra não ficar biruta?
Como dessa eu me safo?

Sei que sua mão nos abençoou,
Vemos nosso amor como Santo!
O que nosso destino nos pregou
Não pensávamos que era para tanto!

Mãe Divina nós te rogamos,
Na nossa meditação do amanhecer!
Juntos estaremos conectados,
Pra senhora nos responder!

Às nossas mentes no dê clareza,
Ao coração a brandura...
Espante de nós qualquer tristeza
E da dúvida a amargura.

Mostre-nos a nossa trilha,
Desse grande Amor o motivo!
Alivie e dê Paz à sua filha,
E para seu filho que está ativo!

Sei que este amor não é atoa,
E certamente já deu e dará fruto.
Já espalhamos muita coisa boa
E somos gratos em cada minuto!

Amando assim as flores são lindas
Sendo amado assim o sol brilha mais!
A todos os dias damos boas vindas
Ser tudo isso em vão? Jamais!

É tudo muito belo e perfeito,
Se com bons olhos nós vemos.
Queremos sim deixar satisfeito
O Deus Pai que nós temos.

Anjos e Serafins são guardiões,
De nosso tesouro Sagrado.
Temos em nossos corações
E permitimos de bom grado.

Se agimos equivocados Senhor,
Se tudo isso foi puro engano...
Se fosse para renunciar este amor
E cobri-lo com um Santo pano...

E justamente o contrário,
Agimos na contra-mão...
Qual será o nosso calvário...
O que aliviará nosso coração?

Se tiver que pagar um preço,
Por ter ela amado assim...
Se achar que eu não mereço
Livre-a deixando tudo pra mim!

Pai, me perdoa... sou seu filho...
Preserve essa criatura inocente...
Do desejo eu puxei o gatilho,
Fui na conquista ardente...

Encontrei seu coração aberto...
Sua realeza assim descoberta!
Permiti e cheguei dela bem perto
E lancei meu amor na hora certa!

Não premeditei, Pai, o Senhor sabe...
Uma reviravolta me apoderou...
Um Amor que explicar não cabe
Só pode o Senhor que o criou!

Por isso Pai e Mãe confiamos em Vós,
Entregamos o nosso livre destino!
Estaremos em Paz escutando vossa voz,
Essa menina e esse menino!

Poupe nossos companheiros...
Permita-nos fazê-los mais que felizes....
Eles são inocentes e verdadeiros
Não nos cometeram deslizes...

Ceci, agora irmã perante Deus,
Falo por nós representando...
Seus anelos também são meus...
Por isso estou ajuda rogando...

Acalmo em seu amor, como pediu...
Vou meditar como me convidou...
A consciência pra nós sorriiu...
E Deus nos abençoou!

Amém!

Shanti Shanti Shantihi

Leon del Bargo e Ceci di Leon
Leon del Bargo
Enviado por Leon del Bargo em 26/05/2009
Código do texto: T1616647


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Sobre o autor
Leon del Bargo
São Paulo - São Paulo - Brasil, 59 anos
204 textos (13607 leituras)
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Leon del Bargo