A TRINDADE NA CONCEPÇÃO ADVENTISTA

Não há diferença entre a Trindade (I João 5:8) na concepção adventista e católica pelo simples fato de que a existência da Trindade independe da concepção e vontade dessas denominações. A Igreja Adventista do Sétimo Dia não foi fundada sob uma vocação contraditória, mas sob uma vocação reparadora de brechas (Apocalipse 14:6 e 7). Embora sejam poucas, partes da doutrina católica ainda são bíblicas, pois do contrário ela não seria identificada em Apocalipse como mulher vestida de púrpura (Apocalipse 18:16), que se prostituiu com os reis da terra. Seria chamada de religião do dragão, como as crenças que nada têm de bíblico, como o paganismo, o ocultismo e o satanismo são denominados em Apocalipse. Todavia, a Igreja Católica não é identificada como a religião do dragão, mas como a prostituta, a mulher (igreja) que antes era pura, mas foi profanada (prostituída). E só se pode profanar (contaminar) o que é puro. Daí adiciona-se o que é impuro, fazendo que convivam a pureza com a impureza, a verdade a com a mentira, a exemplo do que os falsos profetas (os líderes das igrejas filhas dessa prostituída) fazem.

Portanto, quando Jesus disse "ide por todo mundo (...) (Marcos 16:15) e Batizando em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mateus 28:19)" estava falando da Trindade, embora não tenha usado essa palavra, como muitas que hoje se usa e não estão também na Bíblia, como, por exemplo, espiritismo, ocultismo, umbanda, homossexualismo, masturbação, etc., que não estão, mas todos sabemos como identificar tais coisas no Livro Sagrado, sendo que sobre essas práticas está bem explícito que são pecaminosas.

Logo, sendo que Jesus deu testemunho do Pai (João 5:36 e 37; 6:44 e 57; 8:18 e 12:49) e do Espírito Santo (João 14:17; 16:13), quem diz e prega que não existe Deus Pai, Filho e Espírito Santo está negando ao próprio Jesus e Sua comissão evangélica, sendo mais herege que os que não conhecem a Deus, pois foi Ele mesmo quem disse que o Filho dá Testemunho do Pai, que o Pai e o Filho testificam do Espírito e que este último dá testemunho dos dois (João 15:26), sendo que o próprio Jesus dá testemunho de que o Pai o enviou.

Portanto, não se pode usar de acusações satânicas chamando a Trindade de espiritismo, pois quem assim faz assume a posição do anticristo, pondo-se a serviço do Inimigo de Deus, como os autodenominados adventistas leigos e outros intrigueiros que usurpam o nome de adventista fazem, inclusive negando a pessoa do Espírito Santo de Deus, sendo que no início da criação já se fez em Gênesis 1:2 menção ao “Espírito de Deus pairando sobre as águas” do abismo que viria a ser a nossa casa. E quando criou Adão em Gênesis 1:16 Deus disse: “Façamos o Homem a nossa imagem”.

Falando assim dos negadores da Trindade e do Espírito Santo não pretendo dizer que estão possuídos pelo demônio, visto que minha teologia esquiva-se de apelações macabras, mas digo que estão a trabalho do inimigo de Deus. Quanto ao que os pioneiros adventistas pensavam a respeito da Trindade, é sabido que a reforma de Lutero parou no primeiro item, sendo que Deus tinha muito mais, mas Ele não faria tudo de uma só vez, pois o primeiro passo já foi pesado para a geração de Lutero. Quanto a Lutero, entretanto, com a luz que recebera provavelmente ele mesmo censuraria as reformas dos adventistas pioneiros, haja vista que muita luz teve que ser derramada para eles darem o passo que foi dado no século XIX, embora que esse redundou no grande desapontamento. Todavia, embora Lutero deu um passo gigantesco ao fazer a primeira grande reforma, faltava muito para que a reforma fosse completada e se tivesse acontecido no tempo dele ele mesmo se sujeitaria à mudança de posição, se ela tivesse fundamento bíblico, como no caso tem, pois ele o fez quando o Espírito de Deus o convenceu do abismo em que a Igreja se achava.

Porque a Igreja Adventista do Sétimo Dia não é uma igreja do contra, ela cresceu no conhecimento e entendimento das Escrituras Sagradas à medida que a luz para o entendimento de cada item foi sendo adicionada. Os próprios pioneiros mudaram muito do que pensavam no início à medida que iam recebendo luz adicional, admitindo equívocos do tempo em que ainda não tinham o conhecimento. Certamente que muitas coisas ainda serão compreendidas de forma mais clara (Daniel 12:4). Isto se chama aprendizado e crescimento. Se não houvesse isso, provavelmente muitos adventistas ainda fumariam, beberiam e não guardariam o sábado, além de outras coisas. A doutrina sobre a justificação pela graça só foi aceita em 1888.

Se formos guiados pelo espírito que faz os ditos adventistas leigos pensar e pregar que a igreja deve seguir no erro para não dar a entender que é volúvel, deixaremos de cumprir as três mensagens angélicas de Apocalipse 14 e as brechas não serão restauradas. Devemos ser volúveis em relação ao que está certo, não nos deixando guiar por espírito de dissidência e intolerância, pois a Igreja Adventista do Sétimo Dia não surgiu disso, mas do espírito de humildade e harmonia, sempre corrigindo os erros decorrente da falta de conhecimento passada.

Quem não crescer em Cristo jamais alcançará a eternidade.