TRISTEZA SEM MOTIVO APARENTE

Algumas vezes me vem uma tristeza que eu não sei de onde.

Uma tristeza de fim de festa, de fim de milênio, de fim de vida.

É como se eu tivesse perdido algo, como se fosse culpado pelas maldades do mundo. Um desconforto comigo mesmo que faço força para esconder dos outros. O peito parece comprimir-se para dentro. O inconsciente diz inconscientemente: culpado, culpado.

O coração bate, mas sinto como se ele estivesse parado, murcho.

Se acontece algo de errado ao meu redor é como se o causador do erro fosse eu. Se alguém está chateado é como se fosse eu quem o chateei.

Aborrecido sigo meus dias.

Cada vez mais perto do fim, inevitavelmente, a eterna posição horizontal aguarda-me.

Será uma tristeza de se saber mortal? De saber que o meu tempo se esgota a cada minuto e segundo que passa?

Não sei de onde vem.

Frederico Guilherme
Enviado por Frederico Guilherme em 14/12/2009
Código do texto: T1977592
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