Percepções

Tenho percebido que em nossa volta esta pairando uma nuvem negra. Os ânimos andam como que se projetando em direção a um “pára mundo que eu quero descer...”

Esta percepção não é tão somente em relação ao nosso trabalho, mas tem tomado proporções mundiais. O sentimento próprio de cada um que anda procurando por algo que não sabe ou não percebe o que está acontecendo.

Mais um Natal está se aproximando ou já foi!

Este ano voou de uma maneira assombrosa. Os dias estão cada vez mais curtos. Não temos mais tempo para nada. O relógio nos massacra a cada segundo, quando vemos tudo já é passado.

A saudade começa a doer no peito como se já tivéssemos perdido algo que nem mesmo a definição nós lembramos. Sentimos que nos falta alguma coisa, perdemos alguma coisa, ganhamos nada, queremos algo que deveria ser nosso, mas ao mesmo tempo nem sabemos se já nos pertencia...

Pertencer... deve ser isso!

Mas o que quer dizer?

Será que em verdade, lá no fundo não seja esse, um sentimento egoísta?

Primeiro, conhecemos ou procuramos conhecer tudo o que nos cerca. Aos poucos nos tornamos senhores em todo este conhecimento, e em seguida, achamos que somos os donos, proprietários, únicos detentores do certificado de domínio!

Sheakespeare em uma de suas frases que ficou gravada no tempo escreveu “... ser ou não ser, eis a questão...”. Será que nós com o passar deste tempo não mutamos para “...ser ou não ter...” ???

Mas o que nos será mais importante nos dias em que somos atropelados pela mentalidade do ter, do movimento do vil metal, das riquezas que guardamos, dos arames que espalhamos cercando as propriedades que já não serão mais nossas, quando, para àqueles que acreditam, deixarmos este plano? Os bens serão diluídos pelos herdeiros, que provavelmente gastos em mais ter, mais cedo ou mais tarde, deixarão de ser.

Nossa passagem terrena é rápida, mas compete a nós e somente nós, definirmos se será qual flecha arremessada, ou se com sabedoria dos anos de ser, possamos deixar as marcas de nossos passos no caminho que escolhermos.

Incontestavelmente a melhor forma de começarmos a ser é ter. Sim é ter, amigos de existência, parceiros de jornada, companheiros e cúmplices de vida.

E ao encontrá-los pelos caminhos de nossas vidas dizer-lhes que... É bom tê-lo como parceiro neste cruzamento do trajeto de nossas vidas, e que esperamos que as pedras que sejam encontradas pelos caminhos das sendas de Deus, sejam apenas usadas para ladrilhar nosso percurso...

Ao reconhecer um amigo, a partir de hoje, cumprimente-o, pergunte como vai, participe tuas alegrias, divida o fardo das mazelas dele, compartilhe a existência de ser.

Abrace um amigo hoje. Agora...

Amanhã pode não dar tempo!!!

JuCerSa

Julio Saddock
Enviado por Julio Saddock em 21/07/2006
Reeditado em 19/09/2012
Código do texto: T199135
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