Essa carência...

Na mulher é que o homem encherga uma pureza inexistente, um desenho de realidade e norma que diferentes, assim latejantes, sempre se esguiam. Tanto que, de mesmo modo, no homem a mulher encherga a imagem de um imaturo garoto, uma criança. Parece-me que juntamos os traços da pessoa do sexo oposto, imaginando-a quando mais nova.

É geralmente resultante de filosofias perpendiculares, podendo citar o complexo de Édipo e o desejo de retratar no amado, a figura de um projenitor: Pai ou mãe.

Fica meio esquisito dizer, mas é a mais plena verdade.

A mulher busca num homem formas que a lembrem de seu pai, origem sexo diverso do dela, almejando estado de perfeição lacunar.

O homem busca numa mulher formas que a lembrem de sua mãe, origem sexo diverso do dele, almejando estado de perfeição lacunar.

É um remix, um embaralhado conjunto de cartas entre o que há de mais novo e de mais velho, matriculando o tempo como agraciador de todo esse espetáculo.

Por fim, nós somos eternos carentes de carinhos de pai e mãe

Alexandre Bonilha
Enviado por Alexandre Bonilha em 20/07/2010
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