PRESENTE IMORTAL
 
*De Lord para Lady*
                                            

No exato momento onde somos levado ao extremo de nós mesmo. Lágrimas vertem em nossos olhos escutando o intimo de nosso sentimento, revelado aquilo que ocultamos com total zelo e cuidado. Um misto de prazer mesclado com o medo sempre presente. Ando sem meio o que fazer, como relatar aquilo que nem todos estão dispostos a descobrir o verdadeiro sentido.
Ainda me lembro os beijos que nunca lhe dei. Os abraços insanos que outrora existia apenas em sonhos , hoje completa cento e vinte anos de nossa união, cercados de mistérios e identidades. Como esquecer de cada momento que vivemos com todos estes anos nos mais variados locais de nosso Globo.


Você ainda uma jovem romântica no fim do século XIX. Velha paris como me recordo de cada momento que passamos ali, nossos primeiros encontro. Como era belo seus gestos meios a desejar entender o que se passava, o porquê de meu jeito estranho de ser. Sua face tremula quando eu por amor verdadeiro pude dividir contigo meu segredo (i)mortal. Meio incrédula ao ver-me em minha face mais macabra senti o impacto de cada uma das batidas em que seu coração disritmado teimava em pulsar. Não poderia ser diferente.

Os dias foram passando. Confesso que me surpreendi quando decidiu que iria pensar um pouco mais a respeito da possibilidade de nos auto conhecer e ainda assim seu desejo em conhecer o desconhecido, o interesse em saber um pouco mais sobre nós os míticos vampiros. Isso mesmo. Míticos, não vivíamos estampados em livros e filmes como hoje em dia. Vivíamos nas sombras.



Suas preceitos feria profundamente minha maneira de ser, como sofri vendo minha face fria representada em sua face de repugnação vendo todo lado obscuro da sombra em que até então somente eu vivia. Como foi difícil os quase oito meses que passamos nos encontrando e você se fazendo de difícil, mas após o terceiro mês não podia mais negar que estava fascinada por meu universo. Ainda assim persisti em lhe mostrar todas as faces do vampirismo para que não tomasse uma escolha precipitada, visto que teria uma eternidade pela frente.

Hoje tu sabes, na verdade sempre soube que todas as lendas sobre nós são meras histórias de impressionismo, exceto em relação ao sangue que é nossa fonte vital de energia e de imortalidade. Não somos vulneráveis ao sol, porém vivemos nas sombras que é onde melhor nos identificamos. Não temos medo de crucifixo, pois é um vão metal ou madeira , pelo fato de quem os usa dificilmente sabe usá-los com o poder que o mesmo representa. Pois somente em nome Dele que somos remetido a pó e não com simples imagens. Outra grande mentira que até hoje a literatura alimenta e que fico a rir a cada novo best seller em que relatam nosso temor ao alho.Uma verdade percorre em todos os textos, somente entramos em algum lugar caso formos convidado. No mais tudo é lenda.

Fui surpreendido ao adentrar em casa e vê-la, nua a minha espera. Dizendo não suportar mais levar a vida normal após me conhecer completamente como o fez. Me senti honrado. Ao vê-la totalmente inebriada por uma energia cintilante que temi. Porém era sua doce alma se despedindo de seu belo corpo. As curvas que mantém até hoje é de grande prazer para qualquer homem. Sim tu sabes disso, hoje não é mais novidade, quantos desvairados homem já matamos por seduzi-los e alimentarem a expectativa de saborear seus seios fartos e pele macia. Pensei ser uma alucinação ao vê-la implorando por uma mordida imortal, acariciando meu corpo, sentindo minha pele gélida sob seu coração que ainda pulsava. Sua pele morena símbolo de perfeição. Seu bumbum torneado. Como me lembro daquela primeira vez, você com seu jogo de sedução em que me manteve naquela noite. Prometendo suicídio caso eu não lhe desse a imortalidade. Foi ali naquele momento em que nossos corpos manteve nossa primeira relação sexual, penetrando-te avidamente, sentindo em meu membro o pulsar de seu coração através de sua vagina, no espasmo de meu cérebro, no ápice da relação tive orgasmos ao saborear seu doce sangue pela primeira vez.

Vou lhe confessar, eu te amo muito e nem parece ter se passado cento e vinte anos.
 
 

Renato D Oliveira
Enviado por Renato D Oliveira em 16/09/2010
Reeditado em 16/09/2010
Código do texto: T2501032
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