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Prosa perdida

Numa prosa perdida escrevi meia-dúzia de linhas sem sentido, sem arrojo ou sequer afoito. Foi nessas parcas linhas que escutei, não sei bem o quê, mas alguma coisa foi concerteza. Assim falou a minha alma, buscando o resto do espírito ainda lúcido. Bruscamente rompi com a negritude que me rodeava e fugi dos meus pensamentos sem destino.
Queria apenas fugir. Deixar vaguear a alma por campos de sonhos infindáveis - prados de realizações intemporais.
A magnitude da imaginação é por si só incalculável. Somos especiais e diferentes dos demais seres vivos por essa vontade de sonhar e de continuar sempre em frente na esperança de melhores dias.
Tal qual um vagabundos, corremos mil mundos. Vivemos neles e neles existimos. Sempre clamando por mais, todos tentamos olhar em frente, procurando as respostas escondidas. Escondemos mágoas, perpétuas dores de amor. Questões eternas sem soluções.
Embora a vida seja pródiga em surpresas, é também madrasta e completamente irónica. Estende-nos as cascas de banana e nós burros nem olhamos e escorregamos. E assim corre a vidinha. Cair e levantar, Sempre com vontade de mais uma queda, nesse abismo sem respostas.
Kadú
Enviado por Kadú em 20/01/2007
Código do texto: T353503

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Sobre o autor
Kadú
Luanda - Luanda - Angola
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Kadú