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Reflexão

Tantas vezes me vi além do que o espelho sempre tentou me mostrar. Imagem por imagem, imagem vazia de mim, vazia da história que nunca me contaram, que nunca me explicaram, mas que de certa forma eu conhecia, eu sabia existir.
Em segundos pode-se viver uma vida. O tempo pelo tempo, tempo que marca a vida que quase nunca representa uma existência, ou seriam várias, muitas outras que não conhecemos e não podemos recordar. E assim se fez o sonho. O caminho mais límpido e claro para chegar às mais profundas recordações daquilo que se foi, daquilo que existiu, das ruas que um dia andou, das paisagens que um dia observou, do tudo que no todo quase se perdeu no mais profundo inconsciente.
De onde vem os que aqui chegam buscando respostas, consolo, abrigo, ou mesmo querendo justificar seus atos?
Conhecer a si mesmo, elo que liga o tempo ao tempo que sempre existiu. E o que é o tempo senão uma forma de organizarmos nossas mentes para não cairmos na insanidade? Obra de um autor, eis o que somos. Mas esse mesmo autor, não nos criaria para narrarmos uma história insignificante assim, num tempo tão pequeno onde o ontem e o amanhã jamais se encontrariam com o hoje que parece tão bem vivido aos corpos que vendo jamais enxergarão a profunda e maravilhosa obra da criação. Tão perfeita e tão complexa... Que mais posso pedir aos céus? Vejo as luas, e estrelas de todas as constelações que poucos olhos humanos conseguem enxergar, vejo o tempo em sua rotação, o homem no amanhã que ontem desejou o hoje que já tem. O tempo no espaço vazio de ambições, traições, medos e incertezas. Vejo as linhas que Deus escreveu na alma de todo ser vivente, histórias lindas onde o amor e doação é incondicional à condição humana e o céu onde nos encontramos conosco podendo nos reconhecer nas imagens do que nunca nos foi apresentado.
Quando as paredes que limitam nossos corpos caem, mostrando-nos a imensidão que há além do que podemos ver, percebemos o quão pequenos somos diante da grandiosidade de tudo o que há fora do pequeno corpo onde fomos colocados, não por castigo, mas por amor, pois, não conseguiríamos jamais viver sem o limite imposto aos corpos que pertencemos, onde fazemos nossa morada.
Não estamos sozinhos. Esta é a certeza que fica! Há muitos trabalhando em nossas defesas, nossas curas. E a pergunta que fica é: Se isso é verdade, por que tantos sofrem? Por que tantas crianças são abraçadas por doenças que muitas vezes às levam para os braços da morte? Por que há tantas tristezas no mundo? E a resposta é simples. Tudo isso acontece, é permitido acontecer para nos sacudir e gritar alto que temos que nos mexer. Temos que cumprir nossa missão. Se tanto mal vem acontecendo é porque não fazemos nossa parte no plano da criação, não estamos cumprindo nossa missão e estamos dizendo não à vida. Então,  tudo é nossa culpa! Se a morte existe, é porque permitimos que ela aconteça. A pior de todas as mortes começa pela esperança e sonhos e continua pelo egoísmo, egocentrismo, ganância, ódio, rancor e falta de perdão. Fomos criados para nos irmanarmos e quanto mais caminhamos, mais nos distanciamos dessa verdade, assim como nos distanciamos da evolução para qual fomos enviados.
Tudo é relativo, você, eu, o mundo, o tempo, a vida. E podemos escolher, qual vida queremos viver. Tudo está em nossas mãos e não estamos sós. Há muito a fazer e precisamos salvar a nós mesmos antes que o tempo do nosso tempo termine e terminemos no vazio de nós mesmos.
Aisha
Enviado por Aisha em 20/07/2013
Código do texto: T4396785
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Aisha
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 53 anos
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Aisha