Semivazia

Mal despertei, e aquela dor no peito. Talvez tenha sido o jeito como dormi. Talvez (?). Olho em volta. Do ponto de luz que vinha da fresta, descubro uma rachadura num dos cantos da parede. Por quanto tempo estaria ali? Embora o bolor a encobrisse... Forço a respiração. A garganta em ato casto, forma um bloqueio como ao de soldados a mando do capitão alucinado. Dificultando a passagem de ar.

Pousei a mão ao que considerava uma ferida. Frustrada fui na tentativa em diagnosticar. Apoiava com dificuldade em restos deixado de lado (acessórios, roupas) ao menos a cama não estava vazia. Queria levantar. Entre paredes estreitas, numa caixa semi-vazia, elevada ao décimo andar, cativa me fazia. Sentia urgência em sair dali.

(sentada na cama em estado apático)

Mil anos de delicias não satisfariam a vontade louca que estou em lançar meus olhos sobre você agora.

Sandra Frietha
Enviado por Sandra Frietha em 04/11/2014
Reeditado em 12/02/2015
Código do texto: T5022406
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