Egiberto no Sol

Era um sol de brilhar sentindo o vento, o som dos objetos, mas não passava olhe! Vindo do mar besta colossal ornamentada e distribuída nas bocas do próprio inferno. Aquele dia, o dia que foi profetizado, avisado, pré-dito, vomitado, regurgitado, vindo do primeiro vomito do outrora ortogado com fervor de costume, Egiberto! Mesmo horas gastas de sacrifícios e juramentos, orações e danças. Nada! Nada poder impedir a vinda da besta! Meus pés ardem mesmo sabendo que nada poderá de se fazer a respeito, grito com tamanho ardor que sobre meus olhos nus segmenta a brasa raivosamente a parte.

Ótima introdução para explicar tão claramente absolutamente nada. Psitacismo no decorre da minha vida foi presente na falta de palavras tão engenhosamente pensadas. Então, na falta de habilidade cognitiva para tal intento, sevo-me, a recorrer às vicissitudes da liberdade literária.

Não sei se lamento ou agradeço, apesar de que tão logo saberei em que barco está. Sim, estou num caminho não escolhido por mim. Droga! O destino é isso? Não posso me desviar dele? Ou é somente uma ilusão de coincidência gerada pela minha mente tão capaz de criar possibilidade que nunca acontecerão. Bom, hoje mesmo provo contrario, imaginou certa situação e propus certas respostas e não é que o momento aconteceu, e de modo repetir o programado e assim o foi. Uma ação que não mudará muito, mas não posso deixar passar despercebido. Serei breve.

Estou no ato terceiro. O primeiro veio aos 7, o segundo aos 14 e o terceiro veio agora aos 28. Sim, tenho vinte e oito anos de América do Sul. Na madrugada passada como de costume não conseguia dormi mesmo com os olhos ardendo suplicando a descansar. Foi então, depois de muitos devaneios no meio da manhã que me deparei com este caso. Esta vida que opera essa carne nesse tempo passou muito, muito claramente e fortuito por três fases de mudança drástica.

Primeiro ato, imersão ao mundo da violência: sem qualquer sentimento de piedade ou respeito a quem me deste neste tempo aprendi os horrores do mundo nas mais diversas formas de violência. Tanto as senti como pratiquei.

Segundo ato, imersão ao mundo das ideias: deparei-me com as palavras das quais até então não faziam sentido algum preenchendo um vazio que não sabia que tinha. Prazer que não tinha sentido antes e por tanto mergulhei com tudo, porém neste tempo os hormônios masculinos foram de grande impasse.

Terceiro ato, bom, eu neste não sei declarar com vai ser, mas sei que a mudança é vivida e perene. Sinto como se o primeiro e o segundo unissem força para gerar este ato. Mas ao mesmo tempo com clara visão do passado revivendo o presente em personalidades diferentes se manifestando, muito me assusta! O medo na verdade é na escolha que farei, o meu drama pessoal.

Capacidade de afastar das pessoas sem dizer até logo. Capacidade de ajudar qualquer um. Capacidade de largar qualquer prisão. Capacidade de sacrificar a si mesmo desejando com muita força ação contraria. Capacidade de esquecer e segui em frente sozinho. Capacidade de amar mesmo estando longe. Capacidade de refletir das limitações impostas. Capacidade de idealizar e não importar com quem o fale contrario. Depois de tantos defeitos a única razão para isso tudo é um ser diminuto.