Devaneios

Devaneios

Estava pensando como o tempo passa rápido e ao mesmo tempo refletindo sobre como tem coisas na vida que por um tempo damos importância, depois, basicamente já não tem valor nenhum. Isso mesmo. Chega um tempo na vida em que amadurecemos ou amadurecemos mesmo. Pois é, ao mesmo tempo em que escrevo tento conter as lágrimas porque existem nós que não merecem necessariamente serem desatados. Com o tempo se aprende a caminhar, silenciar e deixar em acordes apenas o que nos faz bem.

Por vezes, fazia das letras companheira das horas em que olhava para os lados e retomava uma ausência atrevida, deixava em reclames alguma coisa que me levava onde só meu coração conhecia o caminho. Então, me dava conta de que a liberdade tinha um preço, que era preciso alçar voos seguros, sentir alegria envolvida em cada asa, viver um sonho esquecido, adormecido talvez.

Pensava que jamais haveria um deserto dentro de alguém, achava que essa coisa de dizer “Um deserto em mim”, era impossível porque somos seres sensíveis, mas de vez em quando se faz necessário este deserto, para que o coração esteja livre ou aprisionado apenas por momentos felizes.

Após tantos devaneios, fitava os olhos pela janela, e de longe percebia ventanias, folhas secas espalhadas no chão, poeira, então imaginava ser assim a vida, colhida de ilusões por alguns instantes.

Antonia Zilma
Enviado por Antonia Zilma em 22/04/2015
Código do texto: T5216897
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