O PRÍNCIPE MAIS QUE ENCANTADO

Toda vez que idealizamos alguém para nossas vidas estamos idealizando uma princesa ou príncipe, o príncipe ou princesa perfeita; príncipe ou princesa imperfeita, a figura do príncipe ou princesa permanece seja perfeita (o) ou imperfeita (o). Alguém de uma família real dá a entender de alguém único e difícil de ser alcançado, e que não encontramos em qualquer lugar. Idealizamos pessoas com determinada aparência física, com determinado gosto musical, com determinado estilo de vida, com determinados tudo. As gerações passadas idealizavam aquele príncipe da Walt Disney como o príncipe “perfeito”, logo cresciam e percebiam que aquilo não pertencia ao mundo real, passando a idealizar menos.

As gerações atuais não acreditam mais na ideia do príncipe ou princesa encantada (o) (e isso é muito bom), porém idealizam muito mais do que as gerações passadas, são tantas coisas idealizadas para ter um parceiro (a) que acabam nunca achando aquele (a) que idealizaram. A conseqüência é sempre conhecer alguém que mostrará o seu tudo, mas não é tudo aquilo que foi idealizado por você; portanto aquele tudo se torna pouco, muito pouco para alguém que idealizou muito; não se contentando com a aferição.

Ter alguém ou não pra viver a vida inteira juntos, ou pelo menos parte dela é uma escolha de cada um. O perigo é quando deseja ter alguém ao seu lado seja por um ano ou a vida inteira e passa a idealizar muito, correndo o risco de nunca encontrar essa pessoa já que ela não existe, existe apenas na mente daquele que idealizou; todo mundo será pouco ou sempre faltará algumas coisas nas pessoas, e por fim, a solidão.

Emerson Paiva
Enviado por Emerson Paiva em 15/11/2016
Código do texto: T5824374
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