O Oitavo Rei do Apocalipse

O Oitavo Rei do Apocalipse

Autor: Álvaro Vinícius de Souza Silva

(Meu Comentário-Facebook)

(É relativo a um vídeo do programa "Na Mira da Verdade")

1.A interpretação se encaixa, mas a leitura não deve ser somente literal. É bem mais um mistério que uma evidência. Símbolos não são unívocos nem equívocos.

2.Eles (os símbolos) condensam dias, anos, séculos, milênios, eras, uma faixa de tempo que pouco importa, já que parte de um análogo crescente do binário Sol-Lua, Luz-Trevas, ascenso-descenso entre poderes.

3.O Egito, a Síria, a Medo-Persa, a Babilônia e a Grécia caíram, mas não os principados e potestades celestes. O 8, oitavo, simboliza a ressurreição, sendo "que era, mas não é," --aqui há a transmutação, indica o novo poder--,"é o oitavo rei". (Ap 17:11)

Data: 13-11-2016

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Algumas complementações:

a) A palavra símbolo, symbolum, nesse texto, não indica um mero objeto de representação inteligível, cheio de sutilezas e nuances complexas, apetecido num exercício especulativo da nossa gnose.

b) Pela grandeza da profecia, que é a revelação, apokálypsis, os símbolos são aberturas a verdades eternas, "o alfa e o ômega, o primeiro e o derradeiro" (Ap 1:8). Não podem, por essa observação, submeterem-se estritamente às precondições temporais de nossa índole histórica, mesmo que não estejam fora da abrangência simbólica da profecia.