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Apelo as monocromáticas vidas

Adultos não vêem o quanto elas enxergam, o quanto tudo que inventam é mais real que esse mundo preto e branco que vocês insistem em degustar, cansei de ser adulto e olha que nem comecei! mas não consigo mais recuperar o arco-íris que envolve os pequenos olhos duma criança, que enxerga um mundo de olhos fechados vendo mais que qualquer que julgue a criança inocente, eu digo que inocente é o soberbo estúpido que se deprimi nessa penumbra palpável, se envolve nesse maldito cobertor de dores e incertezas.

Prefiro não me preocupar com nada além das verdadeiras realidades, dos seres encantados que sei que existem e me cercam, eu os criei, mas apenas poucos os vêem... dançam... em cirandas me alegram, e quando rio sozinho no metrô é pelo balé de uma pluma que rodopia aos assovios dos meus acompanhantes...  são poetas que ninguém ousa ver, talvez seja esse o problema, as pessoas se preocupam demais com o que fazer da vida, e não deixam a vida mostrar o quanto ela pode fazer pelas pessoas. Olhe em volta, vê os pequenos músicos tocando? os gigantes camuflados? as flores conversando? os pintores de olhos?

Eles colorem cada mancha com toques de artistas, trabalham na imperfeição dos traços por que o mundo é muito lógico e muito perfeito! Por isso todos transformam em preto e branco, mas meus companheiros desarmonizam, riem, dançam ao pintar. Não tem hora pra terminar o serviço, fazem por amor e por isso é colorido com os nossos sonhos que esquecemos escorrendo por nossos suspiros de cansaço da mesmisse enfadonha do monocromático mundo... se um dia alguém realmente ver eles, nem que de relance... um pequeno musico desafinado a cantar uma melodia despreocupada de quem gosta da vida colorida... entenda: Sim ele foi sua imaginação, mas quem disse que foi SÓ sua imaginação?? suponho que imaginação não passa do nome dado a tudo que no cerca, mas somos obrigados a ignorar por ter monocromáticos assuntos mais importantes a tratar!

Ouse um dia procurar a terra do nunca ao céu... ouse um dia ver um arco-íris num olho ao invés de entre as nuvens... ouse ouvir a doce musica esquecida dos pássaros que ninguém descobriu o nome... ouse ignorar o preto e branco e fechar os olhos pra enxergar mais que todos! ouse um dia apenas, e só por um dia procurar o Pequeno Príncipe passeando pelos asteróides e aprenda com ele que descobrir as coisas é divertido, mas que também precisamos de tempo pra observar o por-do-sol... quem me dera vê-lo mais de uma vez por dia...  ele me deixa triste as vezes...  pena que é ignorado, todos dizem lindo quando vêem uma foto, mas nunca tem a sensibilidade de pintar seu próprio por-do-sol num dia de chuva!

Nunca deixam a chuva penetrar seus sonhos e lavar sépia das suas idéias, elas correm... se um dia Peter permitir que sininho e suas aparentadas façam chover pó para voar os que se alegram, sei que todos correrão desta chuva e os que tomarem a chuva vão ficar ainda de pé no chão... faltam cores pra eles... tudo tem explicação para eles, pois pra mim não interessa o como se pode voar, apenas admiro a beleza de se poder voar... e garanto, é verdade quando digo que já me levantei mais de 1 metro do chão por cerca de 15 minutos!

E não existe sensação mais bela e doce que sentir-se mais próximo a inocência do Pequeno Príncipe, que gostava de respostas, mas esqueceu de dizer que a beleza deve ficar nas perguntas, independer das respostas e refutar as provas da inexistência mágica de um aglomerado de ignoradas cores, sabores, timbres e fragrâncias!

Imaginação não se explica, mas existe mais palpável que a monocromática lógica dum mundo sem gosto, garanto que quem acreditar em mim, voará no mínimo 1 centímetro, nem que por somente 1 segundo... antes de duvidar, antes de afastar a fantasia, antes de ouvir uma resposta, lembre-se que a beleza fica na fé, que a inocência na tentativa de explicar, e o que se deve admirar são as perguntas e não o tentar responder!
Mauricio Leite
Enviado por Mauricio Leite em 01/09/2007
Reeditado em 03/09/2007
Código do texto: T633246
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Mauricio Leite
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 29 anos
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Mauricio Leite