Anti-Trump

Após a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, a imprensa perdeu o pouco de decência que ainda lhe restava. Nestes últimos dias, li revistas, assisti à telejornais, e só me deparei com mentiras acerca do presidente americano e da ascensão de um movimento político (pela imprensa chamada de extrema-direita - tal alcunha é apenas um rótulo difamatório) que contesta a esquerda global reinante. Nada que me surpreenda - mas é preocupante, pois muita gente que tem apenas na imprensa tradicional a sua única fonte se informações é facilmente manipulada e persuadida a promover injustiças.

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Donald Trump decide retirar os Estados Unidos do Tratado do Transpacífico, e seus (dele, Trump) críticos dizem que tal decisão irá beneficiar a China, a Europa, os outros países que integravam o Tratado, e o Brasil, e alguns países da América do Sul, e, ao contrário do que pensa, e deseja, o presidente americano, prejudicar os Estados Unidos. Ora, se os críticos de Donald Trump, da esquerda globalista, querem o mal, não apenas de Donald Trump, mas também dos Estados Unidos, então - que alguém me responda - por que eles o criticam se a decisão dele irá prejudicar os Estados Unidos e beneficiar os seus, dos EUA, inimigos e concorrentes?

Não vejo nenhuma coerência no discurso dos anti-Trump. É sem pé nem cabeça. Sou obrigado, portanto, a concluir que a decisão de Donald Trump irá beneficiar os Estados Unidos, e, não necessariamente, prejudicar os seus principais concorrentes: China e União Européia.

A verdade verdadeira é: O futuro a Deus pertence.

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A imprensa brasileira, já em constante declínio - ininterrupto? - e sem credibilidade de uns três anos para cá - mas ainda influente -, após a posse de Donald Trump, superou-se em mal-caradurismo, vigarice e canalhice. Ontem, no Jornal da Cultura, ouvi os convidados à mesa - não anotei o nome de nenhum deles - declararem que Donald Trump é xenófobo, sexista, machista, racista e nazista, anunciarem o apocalipse (provocado pelo Trump, claro), e um deles, esperançoso, desejar que as instituições americanas, sólidas, contenham o presidente americano, e insinuar, que, se necessário, o matem - e evocou o assassinato de John Kennedy e a tentativa de assassinato de Ronald Reagan, assassinato e tentativa de assassinato que, insinuou o distinto comentarista, foram perpetrados pelas instituições americanas.

A que nível desceu a imprensa brasileira!

Escritos em 27 de janeiro de 2017.

Ilustre Desconhecido
Enviado por Ilustre Desconhecido em 25/02/2019
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