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A Busca

A religiosidade vem acompanhando o homem em sua jornada evolutiva. De efeito, é assim. No entanto, nos tempos atuais mais e mais venho percebendo que as pessoas desejam abordagens mais universalistas para as questões transcendentes da Vida.

Nesse espaço gostaria de dividir com os amigos recantistas uma meditação.

Particularmente, sou teísta. Creio em Deus e o faço com todos os requintes da devoção ao Pai, em sincero esforço de adoração e busca. Mas não sou religioso. De fato, não tenho religiosidade alguma em meu ser. Creio que exatamente por isso convivo de maneira plena com representantes de todas as religiões com quem tenho oportunidade de conversar.

Dessa forma, em espírito ecumênico e sem preferências, gostaria de apontar três aspectos que considero inadequados na religiosidade em geral:

SUPERFICIALIDADE - Não considero consentâneo com o impulso de evolução que tudo movimenta considerar que a Divindade ostenta mistérios que não podemos perscrutar. Claro que há inúmeros mistérios ainda não elucidados pelo homem, mas não creio que seja "pecado" buscar o esclarecimento. Muito ao contrário, tenho para mim que Deus nos deu o talento da inteligência para que nos desenvolvamos em todos os sentidos.

SEGREGACIONISMO - É incrível como todas as religiões pregam exatamente o contrário do segregacionismo sem embargo de ser a grande maioria dos religiosos segregacionistas. Dentre os evangélicos, há os irmãos e as criaturas. Dentre os católicos, os salvos e os perdidos. Em meio aos espíritas, os que resgatam o seu carma e os que ainda mais o negativam. E assim por diante. Mesmo que não se diga, percebe-se claramente que a maioria dos religiosos sente que os que lhe comungam a fé constituem um grupo à parte, distinto do restante da humanidade.

SALVACIONISMO - De uma forma ou de outra, parece que o homem sente uma irresistível necessidade de sentir-se salvo. Invoca as palavras de Jesus, do Buda, de Maomé, de Lao Tsé, sempre em busca não apenas de conforto mas da salvação... Mas, com todo o respeito, questiono: salvar-se de que? Eu mesmo digo que Jesus nos salvou, mas no estrito sentido de que nos trouxe o Ensinamento que a condição evolutiva da humanidade necessita para dar continuidade a seu aperfeiçoamento. Nada cria mais angústia nas pessoas do que julgar que ou está salvo, ou está condenado... Condenado a que? Ao fogo do inferno? As chamas já estão aí - balas perdidas, cocaína, terrorismo, desequilíbrio global, corrosão ética, etc etc etc.

Ao invés de uma religião, venho buscando o estudo do evangelho de Mateus, capítulos 5, 6 e 7. De todo relevante que Mahatma Gandhi assim se pronunciou a respeito: "Se se perdessem todos os livros sacros da humanidade, e só se salvasse O Sermão da Montanha, nada estaria perdido". De efeito, a verdade é universal. E quem busca a verdade não tem nem um milímetro a mais de humanidade do que seu semelhante, nem sempre dedicado a essa busca. Do que Gandhi disse extraímos que a Verdade está aberta para todos em todos os lugares, por diversos meios. Ao alcance da mão, as palavras do Cristo sintetizam o que o homem precisa saber para evoluir e, quem sabe, vencer mais uma etapa de seu caminho à Luz.
Marco Aurélio Leite da Silva
Enviado por Marco Aurélio Leite da Silva em 23/09/2007
Código do texto: T665401
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Sobre o autor
Marco Aurélio Leite da Silva
São José dos Campos - São Paulo - Brasil
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Marco Aurélio Leite da Silva