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À SOMBRA DE MARIA.

"... - Mulher...!

A rascante voz do Mestre fez com que Maria e todos os demais erguessem o rosto. E o semblante da hebréia se iluminou.

- Mulher - repetiu Jesus - eis o teu filho!
João enxugou as lágrimas com a palma da mão direita e ficou olhando para o Mestre, sem conseguir compreender.

Depois, desviando o rosto para o apóstolo, Jesus exlamou, quase sem forças:
- Filho meu... eis a tua Mãe!
A minguada inalação do crucificado estava quase esgotada. Sua respiração entrou em défict. Utilizando suas últimas possibilidades, ordenou ele, arquejante:
- Desejo... que abandoneis este ... lugar.
Seu abdome havia tornado a deformar-se, enquanto a cabeça, os braços e os ombros desabavam.
Os homens mostraram intenção de dar meia-volta e retirar-se, mas Maria, sempre em silêncio, avançou um passo para o filho, inclinou-se muito lentamente e depositou um beijo em seu joelho direito. Depois ocultando o rosto entre as mãos, abandonou o penhasco, praticamente sustentada por João e Judas". Operação Cavalo de Tróia - J. J. Benítez, pág 496.

Não quero delongar sobre o livro. Apenas colhi essa semente existente em seu fértil terreno, para transpô-la aqui em nossa terra tão bem fecundada - Recanto das Letras.

Ora, como dimensionar a dor que sentiu Maria ao ver seu filho dando os últimos suspiros? Ao mesmo tempo que coragem e força foram disseminadas naquela mulher?  É! Por mais que queiramos, ainda estaríamos somente no campo da pressuposição e esta, infalivelmente, não é per si, capaz de aflorar a real verdade. Em verdade, sabemos o que manteve Maria ante toda àquela circunstância não foi outra a não ser a fé. A crença de que seu filho era realmente o Iluminado, o Divino e que, não obstante, estariam juntos no Reino do Pai Celestial. Como assim se sucedeu.

Pois bem, e quantos são os momentos de tormentos em que passamos e que, invariavelmente, não sabemos ou não nos colocamos nas delimitações da fé? Crer que é ou são situações passageiras e que o melhor ainda estar por vir! Daí sermos efetivamente humanos. Pessoas que convivem com o contraditório em si mesmas e porque não, propensas aos mais variados erros. Acreditar que há possibilidades de distanciar-se dos erros é quiçá viver na sombra daquela que foi e é a Mãe de todos nós. Como BEM-DITO por Jesus ao apóstolo João. "... eis ai tua Mãe!

A demonstração de Jesus foi sábia, quando demonstrou a João, à sua Mãe. não quero ser avaliador do Criador, reconheço-me como uma criatura. O cerne da questão não é esta! É via de regra, reconhecer em Maria a Humana que se fez Divina. A mulher que se fez Mãe e sofredora. De sofredora a merecedora de nosso respeito e devoção!
Intercessora de todos nós, pobres, pecadores, sofredores mortais.

Viver à sombra de Maria talvéz seja a melhor forma de reconhecer a capacidade de nos tornarmos Divinos, quando da eficácia das atitudes com o nosso próximo, que também é a imagem e semelhança do Todo Poderoso.
Clovis RF
Enviado por Clovis RF em 02/10/2007
Código do texto: T677389
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Sobre o autor
Clovis RF
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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