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Cheiro de infância



Oh! Aquela pequena que dizia, "mãe" eu posso ir pra rua brincar?
_ Vá lá, mas quando eu gritar, entra para tomar banho!

Quão prazer eu via no assobio do vento, na procura das três Marias no céu, e no banho de chuva.
Tempo bom, quando a felicidade agradava meus olhos e não o ego.

Hoje não preciso pedir a ninguém, permissão para sair. A paisagem mudou a cor, mas continua lá.
Há menos verde e mais cimento, mas na noite, as três Marias continuam a brilhar. Só que eu, nem me lembro quando foi a última vez que  as procurei.

 Ainda ouço o barulho do vento, mas ao invés de senti-lo no rosto, eu  corro fechar as janelas. As vezes peço chuva, mas é automático a mania de abrir o guarda-chuva.

Pedi tanto para crescer, mas confesso que muitas vezes não sei aproveitar o meu tempo. Quem antes saia todo dia, hoje fica uma semana sem ver a rua.
O tempo pede coragem, deixa marcas no rosto e saudades na alma.
Mas não é o tempo que nos tira a liberdade.

Que saibamos nos libertar, das nossas próprias prisões.
Que o brilho dos olhos, se atraía pelo simples. Porque é alí, que está a maior riqueza do nosso tempo.
Autora #Andrea_Domingues ©

Andrea Domingues
Enviado por Andrea Domingues em 03/12/2019
Código do texto: T6809505
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Andrea Domingues
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil, 39 anos
379 textos (5687 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/19 00:38)
Andrea Domingues