DOS IMPÉRIOS

O triste fato do leilão da massa falida dum antigo Banco nos remonta a um aprendizado filosófico vindo apenas da observação da HISTÓRIA DA VIDA: nenhum império, ainda que seja lícito e por mais sólido que se construa, se mantém em pé para sempre.

Tudo é cíclico e rápido nessa dimensão.

Imaginemos, então, um pseudo império construído com o sofrimento físico e moral, a morte indireta e a falência de pessoas ou dum país inteiro.

Ou mesmo, numa escala menor, mais intimista das vidas, imaginemos as ocupações holísticas dos espaços legítimos de outrem.

Dos que vivem das aparências de conquistas falsas que não demandaram das suas virtudes.

Pobre daquele que acredita que pode fazer do seu igual trampolim para galgar o que não lhe pertence.

A vida coloca o todo surrupiado no seu devido lugar.

E a todo surrupiador a palmatória pior é a METAFÍSICA, que não depende da vontade, da benevolência, da indulgêngia ou da acusação de Homem algum; trata-se daquela punição que ninguém vê e ainda que a certeira lição possa não ser entendida de imediato, um dia, ela cumprirá seu necessário papel.