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RÓTULOS


Quanto mais vivo, mais intensamente percebo que rotular pessoas é impedir-se, muitas vezes, de viver ricos relacionamentos.

Tenho um pedreiro que é também marceneiro, encanador, eletricista e mecânico se eu precisar num aperto, ou seja, ele é o marido “tradicional” (rsrs) que a princípio resolve todos os problemas de uma casa. Presta serviços para mim há muitos anos. Pois bem, sempre ofereço um café e um dedo de prosa. Pessoa simples descendente de índios; muitas vezes fui surpreendida com suas visões de longo alcance, sua capacidade de perceber a realidade em que vivemos no momento de forma aguçada e muito ele me ensinou!

Tive uma amiga totalmente Perua, eramos unha e carne e ela absolutamente enriqueceu meu mundo, como talvez, outro Ser não seria capaz de fazer e depois dizem que as peruas são fúteis...

Sou roqueira até os ossos, curto muitos outros estilos, inclusive música erudita, mas o rock está no meu SANGUE e não sou usuária de drogas, assim como tive um namorado, vocalista de uma banda de heavy metal que também não era usuário e muitos roqueiros, hoje em dia, não são ligados no universo das drogas.

Tive e tenho amigos intelectuais inteligentíssimos, “Patricinhas” com muito conteúdo sim, espiritualistas não fanáticos, enfim, um caleidoscópio. Como sempre procurei romper meus preconceitos na prática, isso significou, eu me permitir aproximar de todo tipo de gente, sou lenta, pois gosto de conhecer cada um a fundo e assim procurar aprender e apreender os diferentes universos, afinal somos mestres e aprendizes uns dos outros.

Então em minhas andanças no universo humano pude vivenciar o seguinte: Intelectuais, patricinhas, peruas, roqueiros, donas de casa, gente simples, espiritualistas, ricos, pobres, as mais variadas idades, cada um pode trazer imensos tesouros que acrescentam e muito ao nosso universo de conhecimentos e a evolução de nosso próprio Ser; mas podem também ser de uma futilidade e falar tanta bobagem que eu não agüento ficar do lado mais de trinta minutos!

Portanto muito cuidado com rótulos, achar que se sabe , de cara, como a pessoa é, somente pelo que ela gosta e o seu jeito externo e a partir daí, se a pessoa pode ou não ao nosso lado caminhar, é arriscar-se, e muito, a perder a chance de crescer como gente, é arriscar-se a estacionar num universo muito restrito, muito pequeno.

Tentar ver, se esforçar por conhecer o SER que existe por trás do rótulo/sua posição/idade /preferências, a isso chamo de visão de maior alcance e real inteligência! Escolhermos Seres para acompanhar e nos acompanhar, não perdendo tempo, aí sim, com julgamentos fúteis.

Tentar olhar a cada um que em nossa vida surge, com curiosidade limpa e natural de uma criança, de um adolescente procurando descobrir e se testar no mundo.


Onde há amor, onde há caráter, há verdade, não importa o caminho escolhido.

Dizer a verdade é uma virtude; SABER dizer a verdade, procurando não ofender, é uma ARTE.

As fronteiras só existem, porquê existem na mente, em verdade existe um único país chamado Planeta Terra, uma única casa chamada Planeta Terra.

Conviver é uma arte, amar realmente exige estudo por parte da mente e alma por muitos anos, quiçá vidas.
Susie Sun
Enviado por Susie Sun em 09/10/2007
Código do texto: T687826

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Sobre a autora
Susie Sun
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