O lixo humano?

Um tanto quanto sádico o amor é, terceiriza no outro expectativa, amor próprio, e um tanto de prepotência altruísta. Achamos que ao olhar o outro com os olhos do divino amor manifesto nos benfeitamos com a autorrealização. Venho aqui para lembrar que a frase, "Só se ama uma vez", é bem coerente para a maioria das pessoas, pois só as pessoas mais sádicas, são as que amam mais de uma vez. Se Deus existir, ele é um grande sádico, ou melhor, O Grande Sádico. A autorrealização é um grande autoengano, pois não tem como um ser cuja essência é a busca se realizar de fato com algo. Projetamos no outro nosso amor próprio por uma indução arquetípica ideal, mais do que correspondência, o amor se faz de ausências. Depois da fase de dependência ou de masoquismo implícito, a verdadeira relação de amor acaba, quando o que não amava de fato decide ir. O amor é um grande circo e o palhaço quer ser visto. Depois o outro irá servir apenas de fantoche para a alto realização narcísica e egoísta do outro e aí, somente um deles amará de fato, e o ciclo da grande paródia do amor segundo os teólogos continua se repetindo, mas para mim apenas... O lixo humano.

Criado:26/01/2020

Oaj Oluap
Enviado por Oaj Oluap em 16/05/2020
Reeditado em 23/07/2021
Código do texto: T6948696
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