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SUICÍDIO - 1* ATO

SUICÍCIO - 1* ATO

O homem, em suas dores e decepções, lança mão de refúgios intocáveis da sua alma na tentativa de ocultar feridas sangrentas que expõem sua fragilidade ao lidar com situações de desequilíbrio emocional, buscando becos anônimos para que possa garantir rotas de fuga onde ninguém possa identificar suas chagas. De tanto fugir o homem cai em buracos negros distanciando-se da clareza das coisas em volta de si, culminando com o rompimento do mundo que o cerca em todas as suas estâncias.
Em que berço dorme o homem que um dia foi acalentado? É difícil dizer em que becos ele se perdeu ou quando ele resolveu abrir mão da sua vida por não suportar seu fardo. É verdade também que quase nunca olhamos para o nascer dos problemas, no entanto, damos vários veredictos, com direito a sentença, para o ato.
Quando poderemos estender a mão ao homem acalentado para que ele não seja esquecido em suas dores?
Muitos jardins nos esperam para serem cultivados com todo o cuidado a que tem direito, mas, insistimos em matar suas rosas e ocultar seu perfume, nunca nos dispomos de bom grado a colher e semear roseirais em nossa volta porque pensamos egoisticamente sermos o centro de qualquer coisa e sermos únicos no sentir, desejar, pensar, amar...
Vamos aprender a partilhar para que possamos chegar inteiros ao final de qualquer turbulência em nossas vidas.

                                                                                             Elvira Pereira de Araújo
Elvira Pereira de Araújo
Enviado por Elvira Pereira de Araújo em 28/10/2007
Código do texto: T713720

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Sobre a autora
Elvira Pereira de Araújo
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 53 anos
65 textos (4304 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/12/17 17:05)