Solidão

Os dias de solidão se tornaram cada vez mais frequentes

Colocava um blues em su vitrola, acendia um cigarro acompanhado de um vinho e refletia em tudo que fizera e tudo que deixara passar até ali

Um sentimento de nostalgia e de culpa

Um saudosismo exacerbado que a consumia por dentro

Era bom estar só, mas não se sentir só

E ela se sentia

A chuva que caia lá fora só tornava tudo mais real

Qual o sentido disso tudo

Tinha medo de que nunca fosse descobrir

Quanto mais pensava sobre, mais presa ficava

Absorta nessas sensações e memórias de um passado distante

Nada sabia sobre o futuro

E quem é que se atreve a dizer que sabe

As incertezas é que regem a vida

Acima de tudo, a sua.

Nayanne Justiniano
Enviado por Nayanne Justiniano em 03/04/2021
Código do texto: T7223130
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