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Quando a mentira e o fingimento do outro em nós torna-se intolerável, transportamos nosso sentimento de dentro para fora e mudamos nossa postura para tentar fugir da violência de ver alguém se divertindo com a nossa própria ingenuidade.
Somos tolos de nossa própria ingenuidade.
Fico pensando na necessidade que certas almas possuem, de vangloriarem abertamente suas manobras amorosas, descrevendo tal divertimento. Seria a falsidade e o amor elementos intercambiais para certas pessoas?
Vejo em meus olhos um grande desejo - que caias deste trapézio incandescente, no qual passeias, com o auxílio de sua delicada sombrinha de papel. Pois quem possui tal habilidade, não deveria ter o direito de viver impune, apesar de seu poder de equilíbrio sobre os rigores da vida que nos dita uma escolha.
Parece-me que estes seres esperam sua hora de punição, por terem passado sem passaporte nem licença, de um amor para outro. A vida, de todo malabarista dissimulado, sempre terminará em morte ignominiosa.

MIRAH
Enviado por MIRAH em 18/11/2007
Reeditado em 08/06/2010
Código do texto: T742254
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Sobre a autora
MIRAH
Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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