JORNADA COMPARTILHADA

JORNADA COMPARTILHADA

Nas jornadas dos enfrentamentos, a mansidão desliza pelas inclinações, enterrando os beijos do onde no possuir.

O pisar universal queima os passeios das inspirações, para que a plenitude do voo generalize as inércias das descidas.

O cansaço se refugia na calma dos alívios.

Sendo encantamento, as adversidades pessoais exclamam a magia das rotinas.

O não visitante e amigável deslumbra as cenas com as demonstrações dos privilégios.

Os presentes das ofertas raras presumem o inconsciente dos resumos dedicados.

Os olhares apreciam os abraços das sinceridades amparadas.

Os tremores das emoções frutificam as fases impenetráveis das poses.

Os gestos da paixão sufocam os toques das vontades inexperientes.

As canções ruidosas naufragam no silêncio necessário à fluidez das palavras.

O levar final da doçura coletiva afunda o trazer da amargura.

O resplandecer universal tece as comparações das subidas.

O avistar do calor aquece os repousos cegos.

O tempo dos desejos floresce nos momentos estagnados.

Os pensamentos entrelaçados sopram as levezas dos pesos inconstantes.

O poema e a prosa definem os acentos das conversas.

Os planos misteriosos dos modos confundem segredos indiscretos.

Os quadros da seriedade mentem às verdades irreais.

A vida passageira da pressa cessa ausências.

O parar contemplativo há de quantificar as perguntas nas respostas irreparáveis.

O negociar das novidades em conjunto eterniza equilíbrios.

Os dias do brilho agitam as fantasias dos louvores apagados.

Os pontos vivos direcionam o escorregar.

O correr perde os motivos da lentidão permitida.

O frio dos caminhos periódicos insiste em consistências.

O deixar dos proveitos comparativos se vai no partir corrosivo.

O sorriso da memória chora perante as lembranças inesquecíveis.

As histórias nomeiam os achados das impressões partilhadas.

Sheila Gois.

Sheila Gois
Enviado por Sofia Meireles em 03/10/2023
Código do texto: T7899887
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