DISTINO TRAIÇUERO

DISTINO TRAIÇUERO

Se ieu fosse contá todas as minhas amargura

num havera quem num chorasse

a vida já me carsô tanta disvintura

que ieu desejei inté que ela acabasse

Dos amô que ieu tive na vida

ieu sufri muita disilusão

cada um abria uma firida

nesse meu pobre coração

O pió ieu ainda nem contei

mode as lágrima num para de caí

a pessoa que nessa vida ieu mais amei

viveu cumigo sempre a me traí

Dispois disso ieu disisti de amá

mai sempre aparicia arguém

era só ieu cumeçá a cunfiá

que me traía tamém

Passei pur tudo isso sem recramá

sofreno inté humiação dos amigo

qui dizia que ieu divia rezá

mode ieu livrá dos castigo

Mai num vô lamentá agora

qui já to no fim do camin

se argúem chega perto mando imbora

prifiro treminá os meus dia suzin

Qui distino traiçuero o meu

nunca me deu uma chanche de sê filiz

as veis ieu penso que Deus inté me isqueceu

mode vivo a amargá nesse mundão sempre infiliz

Mai num há de sê nada não

ieu já passei pur tudo isso e subrivivi

si ixiste pra arma a sarvação

acho que ieu to sarvano a minha aqui

Célia Jardim

Célia Jardim
Enviado por Célia Jardim em 01/11/2013
Código do texto: T4552206
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