DA JANELA

DA JANELA

Pela persiana

Vejo a árvore riscada

Verde esmaecido

Pela secura desvairada

Ao fundo a grade vermelha

Sensação de segurança

De segurança não é centelha

Apenas esperança

Mais a frente

Um poste lotado de fios

Que parecem pavios

Levando guerra pelos cabos

Para o refúgio dos diabos

Depois o azul infinito

Muito muito bonito

Lugar de paz

Se é que é capaz

O negro do asfalto

Os muros das casas

Trazem o medo do assalto

Insegurança cria asas

Essa é a visão que tenho

Escondido na janela

Poderia ser mais bela

Mas afinal esse é o desenho

Arnaldo Ferreira
Enviado por Arnaldo Ferreira em 29/09/2012
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