DOR DE POETA

O coração sofre

Triste

Quase como uma tarde fria

Solitária de abril

As lágrimas

Transmitem

Minha dor

Fogem-me

Elas são o sangrar

Da alma

A epiderme sentimental

Seguem transparentes

Não quero achar

Não quero o futuro

Como um presente contínuo

Ando descalço

Com a sensibilidade

De quem perdeu o tato

Sem o mínimo ato, tão farto.

As sombras do que não enxergo

As cadeiras vazias.

A multidão que silencia e segue.

Maria Mariane
Enviado por Maria Mariane em 31/12/2018
Código do texto: T6539887
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