Diatribes

A tua celebração é datada

Velhas maçãs enxertadas e enxeridas

No que tua arrogância define pecado

A conformista destruição começa com a fome

Aquela que não se precisa

Aquela que negada, torna-se celibata

Aquela escondida nos versos dos poderes

Aquela que a valsa corrói com tensões e vontades

As costas para os olhos rubricas, quando vens por mazelas

Sei que me vês teus caleidoscópios mundanos

Indo além dos gêneros, além das comissões extraordinárias

Meu nome suspenso pelos teus dedos sangrando um ouro fosco

Fruto de um desejo siamês, me espere na praia

Onde nossos desejos se encontram e perfuram o imaterial

Transcorrendo para a eletricidade que nossos olhos condenam

Quando aceitamos que somos efêmeros frente esta correnteza de mãos

A fera é uma metáfora de imagens, gestos e flashbacks

Dançando enquanto seus olhos penam a suprema virtude do encanto

Qual destes servirá perfeitamente para meu eu equilibrista de duas pontas?

Mesmo sabendo do eco que transtorna-se em teu peito nos labirintos de escolhas

Descaminhar a condução que me pus

Ao amor que nutri por revanche

Me perdoe, despejo estes dois personagens

Na bandeja suja de nossos graves desencantos

Observa-se os entretempos nas pausas

Meu fôlego é folga do homem-acusação

Em detrimentos aos meus erros, os aceito

Com todas a dores de Narcisos cegos

A carne contexto faz-se prezar, tece rezas absurdas fora da habitação

O limite de toda essa pulsão é aonde atinge o texto

Limite é via limitante nesta oratória, o horário também condutor destas notícias

Morar no fogo invisível que consome a quietude blasé mandante do crime do conformismo...

Pierrot Ruivo
Enviado por Pierrot Ruivo em 10/06/2022
Código do texto: T7534987
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