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Ser Oculto

Já nem sei quem tu és.
E o que queres de mim.
Não consigo ver teu rosto.
Ele se multiplica.
De tua boca trocadilhos.
Não consigo acreditar no som emitido.
Nada de fato faz sentido.
Este tempo todo eu aqui...
A estender-te  a mão.
A espera de um gesto de carinho.
De uma palavra de amor.
Em troca:
Indiferença...
Abandono.
Solidão.
Agora dizes que me amas.
Que não podes viver sem mim.
Não posso acreditar.
É embuste.
Ao acabares de pronunciar tais palavras,
sorrateiro vasculhas minhas gavetas.
Perro!
Quem julgas ser?
Olha para tuas mãos...
 Nelas ainda  resquício amoral,
Provando que não es quem pensas ser.
Não podes sair por ai julgando.
Nem sabes o real sentido da palavra amor.
Pois se soubesses...
Mudavas de direção.
E ainda virias me pedir perdão.

Iolanda Brazão
Enviado por Iolanda Brazão em 15/09/2008
Reeditado em 15/09/2008
Código do texto: T1178758


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Sobre a autora
Iolanda Brazão
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Iolanda Brazão