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Palavras que matam e Palavras que fazem viver.

Quando eu era criança, o mundo inteiro era grande. Cheio de beleza, cores e mistérios a serem desvendados.
Sonhava em alcançar as nuvens, escalar as montanhas.  Transpor muralhas. Vencer grandes batalhas. Eu acreditava em castelos e amor eterno. Acreditava ser, um principe encantado.
Eu podia conversar com os meninos banguelos,  dividir com eles a única bola que tinha. Correr com eles, sorrir com eles pois éramos diferentes uns dos outros e por isso,  eramos iguais.
Mas de repente comecei a ouvir vozes que me diziam que meus sonhos eram bobagem.
Que as nuvens ficavam muito alto,
Que as montanhas eram perigosas e os muros intransponíveis.
E príncipes!... Definitivamente não existiam, e eu não passava de um sapo.
Os meninos banguelos não eram iguais a mim eu era um pouco superior.
Ouvi você dizer que a vida era dura. Que choro e dor estavam esperando por mim.
Eu era tão criança,... Você estava me ensinando,  e eu  aprendi.
Aprendi tão bem que me tornei o maior divulgador de suas palavras.
Eu era tão criança, e jamais desconfiei.
Os anos passaram e de vez enquanto olhava o mundo com o meu olhar de criança, continuava me sentindo tão pequeno, e vendo o mundo tão grande que sentia medo.
E então perdi-me dentro de mim. E passei a viver sufocado pelos sonhos não realizados, triste por não escalar montanhas, frustrado por não alcançar as nuvens, complexado por ser um sapo encantado, infeliz por não acreditar no amor.
Eu envelheci e o mundo envelheceu.  Mas um dia vi um dos meninos banguelos passar em uma linda carruagem. Assisti pela TV, que ele se tornara o rei. Alguma coisa estava errada. Fui ao encontro dele e então perguntei: como você consegui.?
Ele respondeu-me, minha mão sempre me disse  que se eu acreditasse nos meu sonhos ... eu me tornaria tão grande que o mundo seria pequeno e caberia na palma de minhas mãos, pois um homem, dizia-me ela:" é do tamanho dos seus sonhos". Eu era tão criança, que acreditei.
Olhei para ele e respondi... Com a cabeça baixa e voz tremula,:  eu também acreditei em todas as palavras que ouvi.

Ayecir
Enviado por Ayecir em 09/06/2009
Reeditado em 09/06/2009
Código do texto: T1640219

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Sobre a autora
Ayecir
Paragominas - Pará - Brasil, 40 anos
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