FLOR PERDIDA

Como vaso quebrado sem ter mais

conserto assim me sinto, bem

como à flor que espalhada pelo chão,

fala de desencontros e desunião.

Em tempos tive uma jarra de cristal,

e as flores que lá nasciam eram de pura

filigrana, hoje sou o restolho que sobrou,

à porta do tempo que no tempo soçobrou.

Sou como aquela coisa bonita que todos

gostam de ter, numa janela qualquer, para

viver ou morrer, e que lhes apraz ter à mão,

e nisto aqui dito: queira eu ou não.

Jorge Humberto

28/09/09

Jorge Humberto
Enviado por Jorge Humberto em 29/09/2009
Código do texto: T1838401
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.