Farsa do Absurdo

Musica alta, mente alertando

Uma sucessão de insucessos

Fazendo cada momento

Trazer um sentimento

De gosto amargo na boca;

De cinzas do passado

Que foi um suicídio por segundo

Seguindo todos rituais de auto-destruição.

Coração, corpo e pensamento

Levados a beira do abismo.

Julgado e condenado;

Rindo mas sofrendo;

Chorando e vertendo mais e mais lagrimas

Para que o teatro dos mortos

Continue pateticamente

Levando a cabo sua encenação

Do teatro do absurdo.

O tornado ridículo toma conta do palco

E se transforma no centro da farsa tragicômica

Que começa quando chega o ponto final.

28/01/2010

20:51hrs

Marcelo Riboni

Marcelo Riboni
Enviado por Marcelo Riboni em 28/01/2010
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