Um nó

No amor

deram

Um nó sem dó.

E o desatar do nó

Fez-se em desatado pó.

E o vento, sopro da vida,

Deu fim ao que já era cinza.

De um jogo humano sem regras,

Voraz paixão sem rédeas,

Cavalo selvagem que fenece

Nos braços das águas, natureza mais selvagem.

E, só, o amor, dó pó, do nó sem dó,

Deu em si seu próprio fim,

Acabou, feneceu, deu o que tinha que dar.

Agreste frio, coração sombrio, um morto rim,

Parou de funcionar.

Isaías de Souza Pádua
Enviado por Isaías de Souza Pádua em 21/12/2006
Código do texto: T324172