INDIFERENÇA

Queira ouvir-me. A hora é esta.
Minha voz intrépida ressoa.
Atravessando fronteiras e abismos
Alcançando continentes e pessoas.

Devaneio do tempo presente. Para onde vais?
Ao céu que a mão não alcança
À terra onde o mal destoa
Ou ao rio que ao mar se lança?!

Quando alcançares escutar meu grito
Teu coração se abrirá. Ai, se pudera!
Desfraldar o manto que te cobre
E ver-te nu, sem nada que te sobre.

Queiras ver-me! Eu te suplico.
Que o porvir vem como avalanche
arrancando as raízes da terra
Sem te dar chance de nenhuma revanche.

Depois...Quem sabe!
Por não me escutares me lançarás à sorte
E 'quem não ouve conselho, escuta coitado'
Chorarás por mim à beira da morte.

 

 

Maria Luiza D Errico Nieto
Enviado por Maria Luiza D Errico Nieto em 04/03/2007
Reeditado em 19/07/2023
Código do texto: T401183
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