Poema do barco de papel

Fiz um barco de papel,

pus no tanque de lavar roupa.

Era um verso livre,

uma palavra solta.

Eu soprava e ele andava.

Talvez seu rumo tivesse seguido

ainda que perdido.

Balançava, ia e voltava.

Mas o barco ficou pesado

virou e não levantou.

Apenas bebeu água até desmanchar.

Ah! saudoso barco.

Foste poesia,

mas agora não és nada.

LADINO Silo
Enviado por LADINO Silo em 03/03/2013
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