NÃO SEI...

Não sei se disse a mim (ó insanidade)

a palavra que pareceu-me, de esperança era...

Não sei, se quando a proferiu, era sincera;

ou se a proferiu por pura piedade!...

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Uma palavra então jogada, assim ao léu;

que um vislumbre concedeu-me, do futuro:

não haverá de ser, o amanhã sombrio e escuro;

não haverá de ser o amanhã, um escuro véu!...

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Mas, antes de todo o acontecido, às do jogo

do amor, preliminares, chamou-me com seu jeito

tão doce; que no altar do culto profano, o leito

nossos corpos tatuamos, do amor, no fogo!...

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Quem ama assim, como amou-me aquela criatura;

como pode proferir a palavra (ó, insanidade)

que me fez emergir do lago de felicidade;

pra mergulhar no lago então, de só tortura?...

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Palavra então jogada, assim ao léu;

depois de sussurrar-me no balançar das ancas,

palavras que libertavam do pudor as trancas;

e depois do amor; um golpe assim, cruel?...

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Tormento igual ao meu, não se descreve!...

É por demais sofrido...valha me Deus!...

Pra não dizer a mim, um triste adeus;

pra minha vã esperança; disse "até breve"!...

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(GERALDO COELHO ZACARIAS)

Coelho Zacarias
Enviado por Coelho Zacarias em 15/11/2016
Código do texto: T5824154
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