Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

CAPIM AMARGO

O sono levíssimo de repente, sumiu
A noite era um grande quadro negro
Súbito, uma estrela riscou-a de giz

Sensibilizou-me um som triste
Quase um lamento, um pássaro canta
Oh Deus! Que canto mais infeliz!

Só, reflito s/os caminhos do homem
Nas suas ilusões insustentáveis
Nos seus sonhos quase infantis!

Veio a minha mente, os que lutam
Sem nenhuma certeza do futuro
Não entendo como podem ser gentis!

Desejei poder romper-lhes as correntes
Que lhes atam nas teias da ignorância,
E nos seus credos e esperanças juvenis

Que lhes amordaçam o pensar
Que os fazem prisioneiros e caudatários
Dos espertalhões e dos vis

Vivendo sempre à margem
Condenados eternamente
A serem pobres e servis

Pensei na religião, na política
Tive raiva dos mistificadores,
Senti-me profundamente infeliz

Imaginei soluções extremas
Gritou dentro de mim um lado duro
Flertei com a cegueira dos fuzis

Por fim, embriaguei-me de vinho
Meus olhos se embotaram
Vermelhos e febris


Solitário como o diabo, não mais dormi
Lá fora,a lua, no alto era cheia e colorida
Dentro de mim, a vida era vazia e gris!

 
Celio Govedice
Enviado por Celio Govedice em 20/01/2018
Reeditado em 23/11/2019
Código do texto: T6231327
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2018. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Comentários

Sobre o autor
Celio Govedice
Santana de Parnaíba - São Paulo - Brasil
1372 textos (79210 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 01/10/20 15:56)
Celio Govedice