Insensatez

Força, febre, cotidiano.

Tensa é a tez do mundo insano

Enrugada nos mil sóis da boçalidade.

Quanta iniquidade!

Chafurdam na lama da obscuridade

Intentam, sedentos, contra a humanidade

Sabedores da herança infernal

Que os aguarda no pós abissal

Sedentos de fé e de vida

Cega anda a massa desvalida

Clamando justiça sem eco.

Futuro nebuloso e incerto.

Insone se vira na cama

Não ora, só chora e reclama

Pelo pai e pelo pão

O pobre não vê redenção!

Trabalham por ontem e por hoje

Escravos modernos

Dos homens de terno

Com siglas que camuflam seus nomes.

Demônios congressistas,

Nazistas, fascistas,

Ludibriam incultos e incautos

Adornam o planalto.

Movidos por ganância

Ardís em votos, que matam a esperança

Daqueles que não acreditam mais

Queremos paz!

Rose Paz
Enviado por Rose Paz em 16/02/2019
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