ANGUSTIA DE AMAR

São as paredes que me veste de santo;

Sou a ausência lúdica de um cantar silente;

E na flauta de um eterno aprendiz, sou o ouvinte!

Porém, o som mudo me deixa alquebrado;

E não consigo me encontrar ao me revestir;

Da nudez que não denuncia pela altivez;

Do meu ser que cantarola em versos;

Em prosa que jaz no esquecimento para ti;

Garboso infante, eterno amante...

Cruel não poderia ser meus erros;

Teus defeitos são tua labuta...

Caminhos de tua lira de curvas insertas;

Eu. Lânguido ser das procuras de mel;

Germinado em fel, retalhos meus...

Sérgio Gaiafi
Enviado por Sérgio Gaiafi em 27/07/2019
Reeditado em 21/08/2019
Código do texto: T6705553
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