Deixo ir

A lágrima que se mistura à chuva

Enquanto caminho pela rua

Escorre depressa

E eu devagar ,caminho

deixo pra trás

O dia cansado

A chuva molha o meu rosto

E começa a engrossar

Logo,sinto o gosto do choro

Salgado

Que nem mar

O sinal fica vermelho

É hora de atravessar

Mas o tempo para

A chuva cessa

E ando depressa

Para logo chegar

Em casa,enfim

Da janela do quarto posso ver a rua

As luzes que acendem,apagam

do outro lado

Uma fumaça distante

Que se perde com o vento

E se deixa voar

A fumaça me lembra o amor efêmero :

Aquele que passa

E se deixa levar

No deserto jardim

do meu peito saturado

Rego as plantas que estão secas

Por falta de cuidado

Retorno até mim

Desfaço os labirintos

Tiro as pedras do sapato

E por fim

Aprendo a plantar

A colher

A viver o amor

que ficou no passado

Carolina Duvir
Enviado por Carolina Duvir em 22/09/2019
Reeditado em 22/09/2019
Código do texto: T6750810
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