"ABRACEI-ME À SAUDADE".

Abracei-me à saudade,

Que se chegou na verdade,

Morando de mim distante!

Veio e chegou der repente,

Com um indigesto presente,

De elemento vil possante!

Só para me atormentar,

Veio me fazer lembrar,

Os assombros do passado!

Que há tempos não sentia,

Coberto nas noites frias,

Ficando um tanto assustado!

Isso me afligiu bastante,

E desse momento em diante,

Passei nisso meditar!

Algo então me veio à mente,

Ali vi está presente,

Quem tanto me fez chorar!

Um tanto atabalhoado,

Fui me sentindo acuado,

Sem nenhuma alternativa!

Só após alguns minutos,

Num silencio absoluto,

Pude entender tal missiva!

Pois essa tal de saudade,

Trouxe consigo a ansiedade,

Pra aumentar-me a tristeza!

E foi no momento exato,

Que pude olhar um retrato,

Deposto por sobre a mesa!

Já um tanto desbotada,

Sobre moldura embaçada,

Desgastada pelo tempo!

Vindo a mim esta figura,

Pra me deixar em torturas,

Sozinho em tal momento!

Qual figura angustiosa,

E o lindo buquê de rosas,

Que num belo dia ofertei!

Ficou gravado em meu punho,

Mil provas em testemunho,

Da amargura que passei!

E nessa infinda aflição,

Entendi que o coração,

Pode doer realmente!

Ao fitar em tal semblante,

Percebei que tal instante,

Chegava a mim felizmente!

Cercou-me com fortes braços,

Em um sufocante abraço,

Faz de meu ser prisioneiro!

E com força de um gigante,

Deixando-me agonizante,

Prendendo-me corpo inteiro!

Amassou-me com tal fúria,

Triturou-me como moinha,

Fazendo-me mil pedaços!

Dessa forma o meu mundo,

Passou de mim em segundos,

Com tamanho embaraço!

E um pensamento sufocante,

Levou-me o ser num instante,

Foi como ir-se minha alma!

Então com o peito apertado,

Vi-me sendo transportado,

Pra remanso de águas calmas!

Estando meu ser gaguejante,

Em interposição variante,

Chego a real conclusão!

Que a saudade quando vem,

Machuca e não respeita ninguém,

Sem motivos sem razão!

Tudo isso me fez absorto,

Foi como levar-me ao porto,

Para longe de meu ser!

Fiquei sem querer voltar,

Assim pude me encontrar,

E então voltar a viver!

Por isso compus tal poema,

Delineando cada cena,

Com ancorado sofrimento!

Deixo em cada linha escrita,

E em cada frase prescrita,

Impresso meus sentimentos!

Cosme B Araujo.

21/06/2021.

CBPOESIAS
Enviado por CBPOESIAS em 21/06/2021
Reeditado em 21/06/2021
Código do texto: T7283724
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