QUEM SABE

Quiçá o sol

Farol

Da imensidade

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Ou talvez as luzes,

As luzes

Da cidade

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Quem sabe Deus

Lume

Eterno da verdade

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Quem sabe o amor

vetor

Da felicidade

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Quem sabe a chama

Fulgor

Da mocidade

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Quem sabe o calor

Das bocas

Dos beijos da saudade

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Quem sabe o brilho

Do sorriso

Que às vezes nos invade

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Que sabe os feixes

Difusos

Da ansiedade

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Quem sabe o perdão

Que desnuda

A maldade

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Quem sabe a dor

Que nos desperta

A verdade

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Quem sabe tudo isso

Não pingue em nossos olhos

Um colírio da bondade

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Quem sabe caindo nos olhos

Ele não abrande o olhar cruel

Da humanidade

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Quem sabe,

Quem sabe

Quem sabe!

Celio Govedice
Enviado por Celio Govedice em 07/08/2009
Reeditado em 16/03/2014
Código do texto: T1742411
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