Sou a gota que nunca desce
Pelas trilhas fundas do seu rosto,
Mas não sou a gota de suor
Sou a lágrima parada
Nas valas da resignação
Temperada pelo desgosto
 
Sou bolha feita de sal
Calcinada na lida
Venho das profundezas
Da alma salobra. sem esperança
Sua prece não respondida
 
Sou o calo áspero das suas mãos
Que brandiu a foice no roçado
Sou o seu rosto judiado de sol
Seu olhar claro sem nuvens
Seu sorrir manso, conformado
 
 
Sou o caminhar lento
Sou o lugar que nunca chegarás
Na sua jornada cumprida
O sonho abandonado
Sou os olhos do alvorecer, 
A bondade de Deus
Que o aguarda no fim da vida!

Celio Govedice
Enviado por Celio Govedice em 03/05/2010
Reeditado em 27/08/2016
Código do texto: T2234556
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