"Nau em mar aberto"

 Este bordão maluco...
Que não encaixa no sonho
Ilusão, saudade, solidão!
Num fio de voz eu retruco...
Solidão, ilusão, saudade!
E vou comprimindo este refrão
Como uma escrava na senzala
Acorrentada nas letras!
A cada verso, eu jogo a chave.
Onde nem sempre quero...Espero!
No andaço, onde miúdas flores
Amparam meus passos
Nesta analogia de entraves
Afrouxando o nó da solidão
Gritando nas entranhas
Os meus amores...
Rompendo na cara da distração
E do adverso...
Longínquos pensamentos!
À evadir--me deste deserto,
serei vida... Nau em mar aberto...
Desfraldada a favor do vento
Olhando bem longe, para estar perto
Reitero um sonho, talvez momento!
Revendo o tempo no lugar certo...
Fluindo em artérias, um recomeço!
Ver a crença germinando o infinito
Num coração pulsando quieto!
              *****
 
03/08/2010

IZA SOSNOWSKI
Enviado por IZA SOSNOWSKI em 03/08/2010
Código do texto: T2416855
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