FRÁGIL

Estampado em meu rosto

Logo se vê um rio que passou por mim

Um rio de alegrias e tristezas

Ilusões e belezas

Confusões e singelezas

Um rio de saudades

Que me fazem buscar no infinito

Tudo de bom que eu perdi.

Fito o Céu dia e noite

No azul vejo os olhos dela a me sorrir

E ainda posso, dela ver a boca a me ver

Caído neste mundo cão de guarda

E no escuro vejo luzes que escondem

O mal e o bem que eu já fiz

Vou andando e fitando o Céu

Até tropeçar e cair

Trincar e ruir

O meu frágil existir.

Alorof
Enviado por Alorof em 10/12/2010
Código do texto: T2663244
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